sábado, 22 de abril de 2017

Cap 093 - Engessada

Enquanto ele entrava, Vanessa vinha andando pelo corredor do segundo andar. Quando ela ia descer o primeiro degrau, o salto de sua bota quebrou, e ela caiu, rolando escada abaixo, sob os olhos do marido, que olhou a cena, desesperado.

Zachary praticamente voou até o corpo de Vanessa, nos pés da escada. Mas quando ele se abaixou, trêmulo, ao lado da mulher, percebeu que ela ria.



Zachary: Nessa? – Chamou, trêmulo. Mas Vanessa virou o rosto pra cima, revelando seu sorriso, e rindo do tombo que levara. Ele se sentou ao lado dela e suspirou, aliviado – Maldição, Vanessa, quase me matou. – Acusou, passando a mão no rosto.

Vanessa: Minha perna está doendo. – Conseguiu dizer, entre o riso. Ele riu dela.

Zachary: Está rindo de si mesma? – Perguntou, incrédulo, mas ria.

Vanessa: Você viu o tombo que eu tomei? – Perguntou, rindo. Os dois pareciam a imagem de um quadro. Ela, pálida como a morte, usando um vestido negro, deitada de qualquer jeito nos pés da escada. Ele, com suas feições perfeitas, com um rosto entre alivio e aflição. – Minha perna realmente está doendo. – Disse, fazendo uma careta, enquanto tentava parar de rir.

Zachary: Que? – Perguntou, sorrindo dela.

Vanessa: Minha perna. – Ela disse, se sentando e segurando a perna esquerda. Ele observou a loura – Minha cabeça. – Ela fez uma careta, sentindo a cabeça latejar – Minha perna! – Disse de novo. O ponto perto do calcanhar doía barbaramente. – AAAAAAAAAAAAAAAI! – Ela se deitou de novo. Mas como não olhou pra trás, bateu a cabeça no primeiro degrau da escada, causando barulho no assoalho de madeira – Eu vou morrer. – Murmurou, pondo a mão na testa, e prendendo o riso. Zachary riu e foi ver a perna dela. Vanessa era louca, só podia.

Zachary: Vem aqui. – E ele foi pra carregar ela, que se esquivou, olhando as mãos dele, apreensiva – Nessa, vamos lá. Prefere ficar com dor?



Vanessa avaliou. As mãos dele tinham tocado em Capitu, e isso era desprezível. Mas sua perna estava doendo barbaramente, então, com um suspiro derrotado, ela se deixou carregar. Seu coração entrou em festa enquanto ele subia as escadas. Ela estava nos braços dele, novamente. Não no sentido certo, mas ainda assim nos braços dele.



Zachary: Você torceu o tornozelo – Avisou, após levantar o vestido dela até o joelho e tirar-lhe a bota. 

Vanessa: Eu mereço. – Suspirou.

Zachary: Vou chamar um médico. – Vanessa assentiu, e ele saiu.



Zachary mandou um empregado ir a cidade, chamar o médico. Vanessa ganharia uma bela bota de gesso, de presente.



Vanessa: Zachary. – Chamou, quando ele entrou no quarto. Ele virou-se automaticamente. – Posso pedir uma coisa?

Zachary: Pode. O que houve?

Vanessa: Eu quero um banho antes de me engessarem.  – Zachary riu



Ele pôs um banco alto pra ela debaixo do chuveiro, e lhe ajudou a tirar o vestido. Em seguida carregou-a e a deixou sentada debaixo d’agua, só com a roupa debaixo, e com as coisas que precisaria pro banho, saindo em seguida. Vanessa tirou a roupa debaixo, tomou seu banho tranquilamente, se secou e vestiu roupas de baixo novas. Não colocou espartilho, usou um dos tops que usava quando grávida, já que não podia amarrar. Também, não ia usar vestidos por agora, que sentido havia em usar o espartilho? Ela voltou pro quarto se amparando na parede e usando somente o pé normal. Zachary estava fazendo carinho em uma Rosalie que dormia no berço. Vanessa teve a impressão de que ele perdeu o fio do que ia dizer quando viu ela daquele jeito, com aquele nada de roupa. Mas logo passou, e ele foi ajudá-la. Lhe vestiu uma camisola aquecida, de algodão. O dia estava frio. Em seguida deitou ela na cama novamente. Disse que ia tomar um banho também, já que a estrada pra casa era poeirenta. Vanessa ficou sentindo a perna latejar dolorosamente, até que ele voltou pro quarto, com uma calça abrigo e uma camisa branca, solta.

Logo o médico chegou. Foi pior do que Vanessa imaginava. Ele engessou desde o pé até perto do joelho. Zachary riu da careta que ela fez quando o médico disse “pronto”, e lhe deixou com aquilo lá.



Zachary: Não é tão ruim. Pelo menos parou de doer. – Argumentou, mais ou menos deitado ao lado dela.

Vanessa: Aham. Eu só devo ter ganhado uns 5 quilos a mais nessa perna. – Reclamou, emburrada.


Zachary: Logo você tira, e vai poder cair de novo. – Tranqüilizou, e em seguida riu.

Vanessa: Muito engraçado, de verdade. – Retrucou, cruzando os braços.



Zachary riu, e ela fez um bico enorme. Se sentia presa com aquilo na perna. Até que o olhar dos dois se encontraram, e o riso de Zachary foi morrendo aos poucos. Vanessa encarou o marido por um tempo, com o coração aos saltos. Era tão doloroso tê-lo tão perto, e ao mesmo tempo tão longe. Seu olhar, involuntariamente, pousou-se nos lábios dele. Tanta saudade. Zachary tocou a maçã do rosto dela, e após se aproximar, beijou-a calmamente. Dessa vez Rosalie não chorou. Talvez sentisse o amor oprimido que vinha dali. Vanessa pôs uma mão no pescoço dele, de leve, e se deixou ser beijada. O corpo de Vanessa ardia pelo toque dele. Cada pedaço, cada centímetro de pele. Após minutos aos beijos, ela, instintivamente, pôs-se lentamente a ir pra cima dele, que por sua vez se ajeitou no travesseiro e a ajudou. Isso até o enorme gesso na perna dela atrapalhar o movimento, estragando o clima. Vanessa voltou ao seu lugar, e Zachary se endireitou, frustrado.



Zachary: A escolha certa. Eu sei. – Disse, vendo o olhar dela.

Vanessa: Não se pode ter tudo o que se quer. – Disse, sorrindo de canto.



Nessa hora, Rosalie deu um gritinho no berço, alertando aos pais de que ela tinha acordado, e que não estava disposta a ficar no berço. Zachary riu e se levantou. Vanessa observou o marido carregar a filha amorosamente, dando-lhe um beijo apertado em seguida. A menina riu.


Vanessa: Vem com a mamãe. – Chamou, erguendo os braços. Rosalie riu e enterrou o rosto no ombro do pai, que estava de pé do lado de Vanessa, fazendo manha – Rose, vem com a mamãe! – Chamou, sorrindo. Rosalie continuou encolhida, e Zachary riu – Ah, pobre de mim. Até o meu bebê me abandonou. – Ela fez um bico engraçado e pôs as mãos no rosto, fingindo chorar. Rosalie observou a mãe, atenta.


Zachary: Fez ela chorar. – Avisou a menina, quando ela o encarou. Rose resmungou alguma coisa, com os olhinhos azuis confusos. – Fez sim, olha lá. – Ele apontou pra Vanessa, que continuou fingindo que chorava.



Rosalie se enclinou, estendendo as mãozinhas pra Vanessa. Como a mãe estava com as mãos no rosto e não viu, ela deu um gritinho. Vanessa ergueu o rosto e viu a filha se esgoelando pra ir pro seu colo. Zachary ria. Vanessa riu e carregou a filha, enchendo-a de beijinhos estralados. Rosalie riu. Vistos de longe, os três eram uma família. Uma família feliz.

E foi assim que o tempo foi passando. Vanessa e Zachary se davam bem, mas ela não deixava ele tocar nela. Vanessa não andava muito pela mansão, agora que tinha o pé engessado.


Gabi flor sdds 😍, bom e o w todas nós queremos né q ele largue a capiranha, bjs 😘😘❤

Rafa flor bem feito né ngm mandou ela ir mexer com o bem mais precioso do Zac, rezemos pra q ele abra os olhos e escolha a nessa ne, bjs 😘😘❤

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cap 092 - Zachary e a pequena Rosalie

Meninas primeiramente desculpa deixar vcs esperando por tanto tempo. Tô tão cansada q vcs nem imaginam, mas estou aqui pra deixar esse capítulo super fofo em forma de desculpas amo vcs bjs 😘😘❤❤



Zachary: Cadê o meu bebê? – Ele tapou os olhos, e Rosalie sorriu, observando o pai – Onde está? – A menina ficou quietinha – Hum... Achei! – Ele abraçou a menina pela barriga, puxando-a pra si. Rosalie riu gostosamente.



Vanessa estava passando no corredor, quando ouviu Zachary perguntar onde estava o bebê. Ela parou na porta entreaberta e observou o marido e a filha. Rosalie estava deitada de costas no meio da cama, e Zachary deitado de lado, ao lado dela, com os primeiros botões do colete aberto e sem terno, com uma pequena boneca de pano na mão.



Zachary: Cadê o papai? – Continuou brincando, e a menina riu, sacudindo o bracinho – Diz Rose, cadê o papai? – Rosalie, sorrindo, tocou o rosto dela. Não é preciso dizer que Zachary se derreteu com isso. – E a mamãe? – A menina riu de novo. Cada riso de Rosalie fazia o coração de Zachary se desmontar. – Vamos começar de novo. Se acertar, ganha a boneca. – A menina bateu palminhas – Cadê o papai? – Rosalie sorriu, e tocou ele de novo – Isso. E a mamãe? – A menina, rindo, balançou a mãozinha pra porta.



Vanessa ergueu a sobrancelhas. Zachary virou o rosto e flagrou ela lá, parada. Vanessa sorriu, e mandou um beijinho pra filha, que riu. Ela encarou o marido por um segundo, e, ainda sorrindo, saiu, fechando a porta. Zachary sorriu e voltou a brincar com a filha.





Zachary: Tenho que ir. – Disse após olhar as horas, se levantando e pegando a camisa num canto.


Capitu: Mas já? Não é muito cedo?

Zachary: Prometi a Rosalie que voltaria cedo hoje, para ficar com ela. Se não estiver muito frio, vou leva-la pra ver os cavalos. – Comentou, enquanto colocava a camisa por dentro da calça.

Capitu: Prometeu a um bebê? – Perguntou, se sentando na cama.

Zachary: É minha filha. – Disse de modo óbvio.

Capitu: Ela não vai morrer se você não cumprir a promessa. – Respondeu do mesmo modo.

Zachary: Confiança deve ser plantada desde o inicio. – Ele vestiu o colete, começando a abotoa-lo. – Se eu minto pra ela desde agora, por suposto que ela nunca vai acreditar em mim. 

Capitu: Zachary, não seja ridículo! – Disse irritada

Zachary: Não estou sendo. – Disse, calmo, enquanto abotoava o ultimo botão do colete. 

Capitu: Então vai deixar-me aqui, sozinha, pra ir ficar com a bastarda? – Rosnou, enfurecida.



A próxima coisa que Capitu sentiu foi uma dor forte no braço. Seu corpo foi puxado, fazendo ela se levantar. A morena se embolou no vestido que usava e caiu de joelhos na cama.



Capitu: Zachary! – Chamou, incrédula.

Zachary: Nunca mais chame a minha filha de bastarda! Está me entendendo? – A morena assentiu, assustada, e ele a largou com força na cama, saindo do quarto e batendo a porta.



Zachary foi no escritório antes de ir pra casa, para avisar a Christopher para não espera-lo. Christopher percebeu a irritação do irmão.



Christopher: Aconteceu algo?

Zachary: Capitu. A cada dia que passa está mais difícil. Ela não entende que Rosalie é minha filha, que eu amo ela, e que eu vou dar atenção a ela. – Suspirou, irritado

Christopher: Diga isso a ela. – Sugeriu, observando o irmão.

Zachary: Já disse. Umas 50 vezes. Mas ela não entende, de jeito nenhum. – Ele passou a mão no cabelo – Tem vezes que é insuportável.

Christopher: Seria melhor que ela tivesse continuado morta, não é? – Perguntou, esperando a patada que receberia de volta. Mas Zachary não disse nada. Parecia pensar no que Christopher disse.



Zachary voltou pra casa pensando no que o irmão lhe falou. Se Capitu tivesse continuado morta. Rosalie não teria sido concebida por um estupro. Vanessa não teria ido pra cama com Edward. Rose teria nascido banhada pelo amor dos pais. Não que ela não fosse amada pelos dois, mas os dois não conviviam em harmonia, entre si. Ele estava pensando nisso quando chegou em casa.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Cap 091 - Por que Vanessa?

Você diz que estamos destinados a falhar
Bem, eu fico entediado facilmente
Tudo bem? 




Vanessa: O que quer? – Perguntou, na defensiva.

Zachary: Por que? – Perguntou, encarando-a.

Vanessa: Porque você me machucou. Eu amava você. E você me jogou fora, me desprezou, como um lixo. Porque você me humilhou. – Explicou, séria.

Zachary: Meu irmão, Vanessa. – Disse, encarando-a.



Risque meu nome do seu caderninho
Faça deste o nosso último beijo
Eu vou embora. 




Vanessa: Seu irmão, Zachary. Seu irmão soube me dar o que você se negou. Carinho, afeto. Amor. Maldição, nós estávamos tão bem. – Lembrou, e ao dizer isso sua voz tremeu – Eu teria amado você. Pra sempre. Só que mais uma vez, você pôs tudo a perder. – Acusou, séria.



Dessa vez não haviam gritos, nem agressões. A verdade machucava mais que tapas. Zachary encarou Vanessa por um bom tempo, e ela manteve o olhar dele. Estava leve agora. E a falta de peso fazia com que o amor que ela sentia por ele se tornasse mais forte, a ponto de fazê-la gritar. Ele, inconscientemente, ergueu a mão, tocando a maçã do rosto dela com as costas da mão. Vanessa fechou os olhos, sentindo a respiração se dificultar. Sentia tanta falta dele. 



Por que não conversamos sobre isso?
Eu estou bem aqui, não precisa gritar. 




Vanessa: Nós podíamos ter sido felizes. – Murmurou, sentindo o toque da pele dele sob a sua.

Zachary: Nós éramos felizes. – Completou, e havia algo diferente em sua voz. 



Vanessa abriu os olhos, e o encarou. O amava tanto, que seu peito ficava pequeno só de pensar. Podia ter sido tão diferente. Zachary não pensou no que fez, apenas obedeceu o que seu corpo mandava: A beijou. Beijou com gana, com saudade. Vanessa pôs as mãos no peito dele, e retribuiu o beijo. Ela o que ela queria. Ser mulher dele, novamente. Era por isso que seu corpo gritava. Ela sentiu quando ele enlaçou as mãos em sua cintura, puxando-a bruscamente pra si. O beijo era tão agressivo, que os lábios dos dois foram rapidamente ganhando um tom de vermelho. Aquele era o seu marido. A que a amava de um jeito agressivo, bruto. Por um momento, não havia Edward nem Capitu lá fora. Por um momento, eram só eles dois, e aquele amor que oprimia qualquer outro sentimento. Vanessa não viu como, nem quando, mas então ela estava deitada na cama, com Zachary por cima de si. Lembrava absurdamente a época em que os dois estavam bem. Num minuto estavam conversando normalmente, e no outro, estavam na cama. Ela não impediu, não reclamou, apenas se deixou ser amada. Só que, minutos depois, um choro fino avisou que Rosalie estava acordada. Zachary parou de beija-la, e os dois ficaram se encarando, enquanto o choro da filha ecoava pelo quarto. Vanessa balançou a cabeça negativamente.



Vanessa: Tome a escolha certa. – Foi o único que disse, e depois saiu de debaixo dele calmamente, pra atender  Rose.



Mas Zachary não tomou essa decisão. No dia seguinte, ele voltou pra Capitu. Ah, creio que esqueci de explanar, mas ele teve sérios problemas com a morena quando ela soube da gravidez de Vanessa. Um filho, pra ela, não era nada oportuno, já que ela insistia no divórcio dos dois, coisa que Zachary se negava radicalmente. Os dias foram se passando, e nada mudou. Só uma coisa. Com a melhora de Renée, Edward voltou.



Edward: É linda. – Murmurou, encantado, ao carregar Rosalie pela primeira vez. A menina pareceu gostar do tio. 

Vanessa: Eu... eu sei que você queria que ela fosse sua. Perdoe-me. – Pediu, encarando o chão.

Edward: Tola. – Ele sorriu – Como se você pudesse ter escolhido. Ela é perfeita, Nessa. – Ele sorriu, e ela, após se inclinar levemente, o beijou no rosto.


Meus amores, respondo o comentário de vcs depois. Desculpe a demora bjs 😘😘❤

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Cap 090 - Traiu, foi traído

Os dias continuaram se passando. Vanessa estava amamentando Rosalie, sentada em sua cama, quando Ashley entrou no quarto, e lhe entregou uma carta que supostamente Edward a enviou. Vanessa a abriu e calmamente leu, enquanto acariciava Rosalie.



Nessa

Como assim Rose nasceu? Não faltavam dois meses? Ah, eu queria ter estado ai. Mas você está bem? E Zachary, qual foi a reação dele? Ele não maltratou você, não é? As coisas aqui estão razoáveis. A febre de Renée não cede, mas ela melhorou um pouco essa semana. Assim que ela estiver melhor, volto pra casa. Sinto saudade. Ah, sim. Eu contei a Bella sobre nós dois. Não se preocupe. Ela ficou irritada, tentou me enfocar, disse que ia matar nós dois, mas por fim aceitou. Está tudo bem. Sinto sua falta. Dê um beijo em Rosalie por mim.

Esperando que esteja bem,
Edward.




Vanessa abaixou a carta, com os olhos arregalados. Edward era louco? Por fim ela dobrou o papel, e voltou sua atenção a filha. Rosalie terminara de mamar, e adormecera no colo da mãe. Vanessa se levantou, e ninou a filha por minutos. Por fim, ajeitou seu vestido, e pôs a bebê no berço. Foi ai que Zachary chegou.



Zachary: O que é isso? – Perguntou ao se sentar na cama, vendo a carta.

Vanessa: Carta de Edward. – Respondeu sem dar atenção, ajeitando o corpete preto.



Zachary passou o olho na carta, sem dar atenção. Até que seu olhar parou em uma coisa. Sua boca amargou lendo a frase.



Zachary: Eu contei a Bella sobre nós dois. – Repetiu, abaixando a carta.

Vanessa: O que tem isso? – Perguntou, erguendo o rosto. Zachary a encarou, enfurecido – Francamente, você mantém uma amante na minha cara, e agora vai se fazer de marido traído inocente? Poupe-me.

Zachary: Então assume que foi pra cama com ele? – Perguntou, incrédulo, se aproximando dela. Vanessa sentia o perigo vindo. Mas sabia que teria de enfrentar isso um dia, não ia prorrogar.

Vanessa: Eu fui. Várias vezes. – Disse calma, e viu o rosto de Zachary se transformar – Foi bom. Eu gostei. Tive orgasmos. Prefiro você. – Observou, calma – Mas ainda assim foi bom.



A próxima coisa que Vanessa sentiu foi a bela bofetada que levou no rosto. Ela virou o rosto pro lado, sentindo a queimação absurda na face.



Zachary: VAGABUNDA! – Rugiu, partindo pra cima dela de novo. Mas a porta estava aberta, e Christopher tirou Vanessa do caminho dele antes que ele conseguisse atingi-la novamente.

Vanessa: Posso ser vagabunda, sim. – Disse, com um sorriso inexpressivo nascendo no rosto – Mas eu sou uma vagabunda de luxo. – Continuou – Ao contrário de algumas, que precisam ficar escondidas em hotéis baratos, esperando por sexo (referia-se a Capitu). – Disse em voz alta, e Zachary rosnou de raiva – Eu sou vagabunda por amor, Zachary. – Ela sorriu, e ele foi pra ela de novo.

Christopher: CHEGA! – Ele puxou ela da frente, colocando seu corpo entre os dois. Rosalie começou a chorar, assustada.

Ashley: O que houve? Nessa? – Perguntou, aparecendo na porta

Christopher: Segura ela. – Ele entregou uma Vanessa que ria a Ashley, e foi pro irmão.


Vanessa: Agora você sabe como dói, Zachary. Sabe como é ser traído. Provou do próprio veneno. Agora sabe o que eu senti diariamente, no ultimo ano. Sim, eu trai você. – Disse, sorrindo.

Zachary: Eu vou matar você, Vanessa. – Disse, possesso de ódio – Eu te avisei que antes que fosse parar nos braços de outro, estaria morta.

Vanessa: Vem, eu estou esperando. – Incentivou, lutando com os braços de Dulce – Seja homem e acabe logo com isso. VAMOS, ZACHARY, ME MATE! – Ela riu disso. – A doce Capitu ficará decepcionada por saber que você teve a oportunidade de me matar, e a desperdiçou.



Zachary se lançou a Vanessa de novo, e ela foi ao encontro dele. Mas antes que os dois se chocassem, Ashley e Christopher os contiveram.



Vanessa: Se vai fazer, faça logo. Minha filha está chorando. Ou ela chora pela morte da mãe, ou eu vou acalma-la. – Debochou.

Christopher: Vocês enlouqueceram. – Rosnou, puxando o irmão – Vamos sair daqui. Ash, segure ela. – Dulce assentiu, e viu o marido arrastar Zachary pra fora do quarto. Vanessa se soltou da irmã e olhou com desgosto pela porta por onde o marido havia saído, e em seguida foi ver a filha. Se sentia leve, por finalmente não ter mais que guardar esse segredo. Agora todos sabiam.

Ashley: Vanessa. – Disse fechando a porta, enquanto a morena carregava a filha – Edward?

Vanessa: É, Edward. – Confirmou, se sentindo leve – Shiii... Mamãe ta aqui. – Acalmou Rose, que ainda chorava.

Ashley: Mas...como? Você enlouqueceu? – Ela se sentou na borda da cama

Vanessa: Eu estava só. Edward também. É simples, direto, e fácil de gravar.

Ashley: Você...você traiu o seu marido. – Processou a idéia, e Vanessa não deu atenção. Rosalie estava se acalmando.



Vanessa não voltou a ver Zachary naquele dia. Não até a noite. Ela ficou na sala de estar até mais tarde. Escreveu a Edward. Quando entrou no quarto, Zachary embalava o sono de Rosalie, perto do berço. Vanessa passou direto por ele, indo pra penteadeira, tirando as botas e pondo-as no lugar. Quando se virou, Zachary estava atrás dela, já sem a menina.

Rafa flor ele tem q mudar quero meu casal de volta, bjs 😘😘❤

Gabi flor s Rose tá mudando o Zac. Ele tá sentindo um amor q nunca sentiu, ainda há esperança bjs 😘😘❤

domingo, 2 de abril de 2017

Cap 089 - Festa do pijama – História Zanessa

Vanessa: Festinha do pijama? Ashley, não inventa, em nome de Deus. – Reclamou com a irmã.

Ashley: Não fui eu quem inventei, foram eles. – Explicou.

Vanessa: O Diego não foi. Ele não fala. – Rosnou

Ashley: Mas grita. – Anahí riu – Eles estão lá. Vai dar uma olhada, enquanto eu tomo banho.



Vanessa assentiu, e foi. No quarto de hospedes da casa, estava uma algazarra. Suri e Théo pulavam na cama, e Diego gritava e ria. Todos já estavam prontos pra dormir.



Vanessa: EI EI EI, JÁ CHEGA! – Acalmou os 3, que ficaram olhando pra ela – Tá na hora de ir dormir.

Suri: Ah, Nessa! – Resmungou, se sentando

Vanessa: Nada de “ah, Nessa”. A Rose está dormindo, e a ultima coisa que eu quero é acordar ela. – Ela começou a puxar os lençóis da cama, ajeitando pros 3 se deitarem.

Théo: Então conta uma história. Renée sempre contava histórias. – Pediu, entusiasmado.

Vanessa:
Uma história? – Perguntou depois de por Diego deitado entre Suri e Théo, cobrindo-os.


Théo: É. Qualquer uma que você conheça. – Se ajeitou na cama, esperando.



Vanessa pensou bem. A única história que conhecia era a sua, e ela não era pra ser contada a crianças. Mas podiam tentar. Ela só não viu que, quando começou a contar a história, Zachary parou na porta atrás de si. Ele ia chama-la, mas esperou pra ouvir o que ela contaria.



Vanessa: Havia um homem e sua esposa. E eles eram lindos, perfeitos, um pro outro. – Começou, e Zachary esperou – Um homem e sua tola esposa. – Ela pensou por um instante – Ela foi obrigada a se casar com ele. No começo foi horrível, mas então ela o amava. Ela o amava com cada fibra do seu ser. E ele era sua razão e sua vida. Eles eram lindos, e ela era ingênua. Mas havia outra mulher, que viu que eles eram lindos. – Ela olhou o tecido negro de seu vestido, e Zachary olhou pro chão – Ela entrou no caminho deles, e ela os separou.

Ashley: Zachary? – Perguntou, confusa, ao vê-lo parado do lado de fora da porta – Aconteceu algo?

Zachary: Shiii. – Fez sinal pra ela não fazer barulho – Não foi... não foi nada. – Ele olhou Vanessa mais uma vez – Com licença.

Suri: Eles se separaram?

Vanessa: Sim. Separaram. Entretanto, do amor deles nasceu uma linda menina, de cabelos morenos e de olhos azuis, parecia uma boneca. – Ela se lembrou da filha, e sorriu.

Théo: E eles nunca voltaram? – Perguntou, curioso.

Ashley: Ninguém sabe, até hoje. – Concluiu, e a irmã se virou pra ela. – Ele estava ai fora. Com uma expressão estranha no rosto. – Avisou, sentando-se nos pés da cama.



Vanessa franziu o cenho, e olhou pra porta, confusa. O que será que ele queria com ela?

Anônimo flor, a esse é um dos caps fofos q tem na fic e se prepare q tá vindo mais. Kkkkkk relaxa o coração agr bjs 😘😘❤

Rafa flor s uma Efron, Zac vai se transformar por ela bjs 😘😘❤

Gabi flor s ela é do Zac chega de mistério Kkkkk. Esperamos por isso né q ele largue a capiranha bjs 😘😘❤

quarta-feira, 29 de março de 2017

Cap 088 - É de Zachary!

Christopher: Então trago os papéis, você assina e eu mando autenticar. – Zachary assentiu.

Zachary: Ah, sim. Estive pensando ontem, sobre a demanda da Austrália. Não acho que seja bom, fazer uma conexão agora, com a crise de governo que está havendo lá. – Comentou, enquanto andava pelo corredor.

Christopher: Também acho que é melhor esperar. – Concordou – Agora vou ver Diego, antes de sair. Qualquer coisa, sabe onde me achar.



Zachary assentiu, e entrou em seu quarto. Vanessa dormia. Eles haviam instalado o berço luxuoso de Rosalie no quarto dos dois. Assim, ela tinha dois berços. Um em seu quarto, um no quarto da mãe. Ele observou Vanessa ressonar por um tempo, depois foi até o berço. Ele observou a menina dormir, calma. Era perfeita em seus mínimos detalhes. O cabelo era fininho. Ele estendeu a mão e tocou o rosto dela com as costas da mão, levemente. Era a primeira vez que tocava ela. Quando ele tocou seu rosto, ela abriu os olhos. Zachary ficou paralisado, olhando-a. Seus olhos respondiam a pergunta.



A menina franziu o cenho por um segundo, pelo primeiro contato com a luz. Depois, olhou-o, curiosa. Seus olhos eram de um azul misterioso, intenso. Eram os olhos de Zachary. Ele a olhou, fascinado. Sua filha. Ele alisou o rosto dela com um dedo. A menina sorriu, revelando duas covinhas em seu rosto. E nesse momento, Zachary foi invadido por um sentimento novo. Um sentimento que era capaz de sacudir o mundo. Sua filha. Ele era pai.

E sua vida, de repente, era aquele pequeno ser.



Zachary: Rose. – Murmurou, acariciando-a.

Vanessa: O que houve? – Perguntou, sonolenta, encarando o marido.

Zachary: É minha. – Respondeu em um sussurro, correspondendo o sorriso da filha.

Vanessa: Sua? – Perguntou, alarmada, se sentando na cama. Não estava recuperada, mas estava melhor.

Zachary: É minha. – Repetiu, sorrindo de canto – Minha menina.



Não havia duvidas. Era dele. Seus olhos eram um lindo delator. Vanessa pensou por um momento, mas depois sorriu, olhando o marido fascinado com a filha. As coisas podiam melhorar. Talvez o amor de pai mudasse ele. Talvez houvesse esperança, ainda.



Os dias foram passando. Zachary era Rosalie. A cada minuto, a cada segundo de cada hora. Ele era ela. Vanessa estava fascinada pelo amor do marido pela filha. Pelo menos isso ele era, bom pai. Vanessa estava adorando ser mãe. Rosalie devolveu a ela a força pra viver.


Gabi flor, s a Rose é filha do Zac ❤ sem suspense agr kkkkkk. Vcs vão gostar desse Zac pai bjs 😘😘❤

Rafa flor as coisas vão mudar s. Agr nos resta saber se o Zac tbm vai mudar né bjs 😘😘❤


Zanessa flor é dele e n haverá guerra, como eu disse no cap o Zac e rose a cada segundo . Ele descobriu um amor q ngm vai tirar dele. Vcs vão gostar de ver esse amor bjs 😘😘❤

domingo, 26 de março de 2017

Cap 087 - Bem vindo bebê

Zachary foi pra sala, com Christopher. Era a mesma cena de em média um ano e meio atrás. Só que dessa vez o atormentado era Zachary. O bebê era prematuro, e Vanessa estava sofrendo mais que Ashley. Ah, e Edward não estava lá.



Christopher: É horrível, não é? – Perguntou, observando o irmão.



Zachary tinha as palmas das mãos nos ouvidos, mas isso não bloqueava os gritos e gemidos de dor de Vanessa. Ele olhava o chão fixamente, e os minutos pareciam não passar. 



Zachary: O que houve? E Vanessa? – Perguntou imediatamente, quando Rosa desceu as escadas, aproximadamente 3 horas depois.

Rosa: Está sendo um pouco complicado, mas estamos conseguindo. Eu preciso chamar um médico, pra que...

Zachary: Médico?! Porque?! – Ele se lembrou: Ashley não precisou de um médico. Nesse momento Vanessa gritou de novo, e ele ergueu os olhos pro assoalho.

Rosa: O bebê só tem 7 meses, senhor Efron. – Respondeu, pacientemente – Talvez precise de algum cuidado especial.

Christopher: Não deve ser nada demais, só rotina, eu e Ashley levamos Diego ao médico nos seus primeiros dias. – Tranqüilizou.



Zachary ia responder, mas nesse momento um choro desesperado ecoou pela mansão. Um choro de criança.



O choro continuou lá em cima. Christopher riu, aliviado. Zachary, por sua vez, estava paralisado. Rosa pediu licença e saiu, pra chamar o médico. Zachary ainda estava na mesma posição, com o choro do bebê ecoando na cabeça, quando a parteira desceu, com o bebê no braço.



Parteira: É uma menina. – Anunciou, ao chegar no andar de baixo


Zachary tomou um choque com isso. Uma menina? O certo não era um herdeiro homem? 



Parteira: Depois do médico, eu lhe dou ela pra carregar. É muito frágil, prematura.

Zachary: Tudo bem. – Assentiu, ainda pensativo.



Então a parteira descobriu o rosto da bebê. Ela não chorava mais. Estava quietinha, encolhidinha. Ainda não abrira os olhos. Tinha os cabelos fininhos, e morenos como os de Anahí. Era branquinha, clara. Um bebê de feições perfeitas. Se assemelhava a um anjo. 



Zachary: Minha mulher? – Perguntou, ainda olhando a bebê. 

Parteira: A Sra. Ashley cuida dela agora. Está cansada, mas ficará bem. – Zachary assentiu – Com licença. – E se virou pra sair.



Então algo iluminou a cabeça de Zachary. Uma conversa sua com Vanessa, a meses atrás.



FLASHBACK DE ZACHARY

Zachary: Eu nunca disse, mas você estava linda quando Diego nasceu. Tinha algo diferente no seu rosto. - Ele disse, enquanto ela voltava pra ele, recebendo-a em seu abraço e acariciando-lhe a maçã do rosto.

Vanessa: Foi um dia dificil. Mas depois, quando ele estava lá, berrando tal como um condenado, tinha valido a pena. E o cheiro. - Zachary franziu a sobrancelha - Você precisava sentir o cheiro da respiração dele. Ele nunca tinha comido nada. Cheirava a vida. - Ela sorriu, enquanto ele acariciou o maxilar e o pescoço dela com seu nariz e rosto.
 


FIM DE FLASHBACK



Zachary: Espere! – A parteira se virou – Só mais uma coisa.



Ele se aproximou do bebê, e se inclinou gentilmente. Cheirava a vida, disse Vanessa. Ele aspirou a respiração leve da menina, sentindo seu cheiro. Era completamente diferente de tudo que ele havia sentido. Era puro.



Zachary: Pode ir. – Dispensou, pensativo. A parteira sorriu e foi. E ele ficou lá. Cheirava a vida. Estava confuso. Não sabia o que sentia.



O médico logo chegou, e foi examinar a bebê. Segundo ele, ela era saudável, até mesmo pra uma prematura. Receitou uma dieta reforçada pra Vanessa, que foi quem saiu prejudicada do parto. Estava fraca demais. Não tinha forças nem pra se levantar.

Zachary: Nessa? – Chamou calmamente. Vanessa dormia.

Vanessa:
Hum? – Ela abriu os olhos, e o encarou.

Zachary:
Trouxe isso pra você. – Disse, apontando prato que estava em sua outra mão.



Ele ajudou Vanessa a se sentar, e depois pôs-se a dar a sopa pra ela. A cabeça da loura estava longe. Por que Zachary estava cuidando dela? E Capitu?



Zachary:
Você já escolheu o nome? – Perguntou, quando terminou a sopa, tirando o prato de perto dela.

Vanessa:
Não pensei muito nisso. Eu achava que era um menino. – Admitiu, e ele sorriu de canto. Ele esperava um filho homem. Mas lá estava a menina. – Pensei em Rosa, mas ficariam duas aqui. – Ela riu, fraca, e ele a acompanhou. – Pensei em Marie, mas não acho que funcione.

Zachary:
Hum... – Ele pensou por um tempinho – Põe Rosalie. – Sugeriu

Vanessa:
Rosalie?

Zachary:
Rosa e Marie = Rosalie. De pronuncia Vrôusaly. – Vanessa riu. – Um complemento pra Rosalie... – Ele ficou pensativo de novo.



Naquela época, as mulheres costumavam ter nomes compostos. Vanessa era Anne. Pelo menos as mulheres finas.



Vanessa:
Rosalie é bonito. O complemento podia ser Lílian. Rosalie Lílian Efron Hudgens.– Zachary sorriu – É, gostei. Rosalie.

Zachary sorriu, olhando pra frente. Vanessa caiu na real do que tinha dito. Ela calculara o nome da menina pelo sobrenome dele. Ela abaixou a cabeça. Não queria admitir, mas no fundo, bem lá no fundo, escondido atrás de uma fibra do coração dela, havia uma ponta de esperança de que fosse dele. Era a esperança de um dia isso tudo acabar, e ela conseguir montar a sua família, como sempre sonhou.


Vanessa dormiu nos braços de Zachary, naquele dia. Ele velou o sono dela a noite toda. Assim, se passaram dois dias, e a tranqüilidade retornou a mansão Efron. Vanessa pediu a Ashley para que escrevesse a Edward, avisando-o que Rosalie nascera, e que era saudável. Zachary não saia de casa.


Rafa flor, n morra n ainda temos mtas emoções pela frente bjs 😘😘❤

Gabi flor Kkkkk tem q deixar vcs um pco curiosas né. Oh n postando q n quero perder minha leitora bjs 😘😘❤

Zanessa flor postando pra vcs n me matarem kkkkkk, será q ele muda mesmo?? No próximo cap saberemos quem é o pai, bjs 😘😘❤