segunda-feira, 10 de julho de 2017

Cap 104- Conversa de pai e filha (Maratona 4/5)

Vanessa parou de sorrir, e esperou. Com certeza o pai não fora ali para verificar se ela se sentia bem. Greg entrou no quarto, parando em seu interior, e encarou a filha, que manteve o olhar do pai.

Greg: Não sabe o quanto me envergonha, Vanessa. – Disse, com a voz inflexível.

Vanessa: Sinto-me completamente lisonjeada por isso. – Respondeu no mesmo tom de voz.


Greg:
Seattle toda falando de você. A mulher que abandonou um Efron. – Intitulou, frio.

Vanessa: Talvez devessem ter intitulado “A mulher que não agüentava mais sofrer”. – Respondeu, dura.

Greg: Você teve tudo, Vanessa. Desde pequena. Tudo. E eu lhe arrumei o melhor marido que pude. Um Efron. – Vanessa riu, sarcástica – E o que você faz? Não dá a ele o filho homem. – O sorriso de Vanessa se fechou. Uma coisa que não ia permitir era que Greg envolvesse Rosalie nisso. – E depois foge. Jogou meu nome na lama. – Acusou.

Vanessa: Não vou discutir com você. Fugi porque não agüentava mais ser humilhada, agredida. Sinto te decepcionar, papai, mas Zachary não foi a melhor escolha pra mim. – Greg revirou os olhos – Você falhou.

Greg: Falhei. Falhei ao criar você. Quando você nasceu, Vanessa, eu já tinha uma mulher. Eu já tinha Ashley. Eu queria um homem, um irmão para Corbin. Eu não quis você. Mas eu amava sua mãe, e você era a razão da vida dela. Eu errei ao permitir você aqui dentro. Errei ao não te colocar em um orfanato. – Disse, sem ter noção de como isso machucava a filha.

Vanessa: Pro diabo com os seus erros. Não te devo satisfações de minha vida. Saia daqui. – Rosnou, irritada.

Greg: Sempre tempestiva. – Reprovou – Ainda não, Vanessa. Mandarei que seu marido venha lhe buscar. Pode muito bem se recuperar na presença dele. – Vanessa levou um choque ao ouvir isso. Ainda não tinha decidido voltar pra Zachary.

Vanessa: Ele não virá. – Disse, com um sorriso frio se abrindo no rosto. Zachary viria em um piscar de olhos, voando, porém, só se a própria Vanessa o chamasse.

Greg: O que você quer fazer? Esfregar mais o nome da família na lama, Vanessa?

Vanessa ia responder, mas quando a voz ia sair, ela encontrou um par de olhos sorridentes, recém-chegados, atrás de Alexandre.
Um par de olhos cor de topázio.

Rafa flor pois é Greg só pensa nele, n pensa nos filhos. E tão bom ver esse Zac assim romântico né tô amando essa fase tbm 😍😍. Espero q goste bjs 😘😘❤

domingo, 9 de julho de 2017

Cap 103 - Como vai ser? (Maratona 3/5)

Zachary: Você não tem noção do quanto eu te procurei. – Comentou, distraído, acariciando a mão dela com a ponta do dedo – Eu me desesperei. Eu tinha voltado pra casa, voltado pra você, e você havia ido embora. E Rosalie. – Ele riu, amargo – Eu nunca pensei que uma criança me fizesse sentir tanta falta. – Comentou, lembrando de como o riso de Rosalie lhe dava saudade – Eu nem sabia que podia chorar. – Observou, olhando a mão dela.

Vanessa: Você chorou? – Perguntou, sem se conter.

Zachary: A primeira vez foi quando encontrei sua carta no berço dela. A partir daí perdi as contas. – Assumiu – Você despertou em mim o que eu achava ser impossível, Nessa. – Disse, erguendo os olhos pra ela, e Vanessa viu uma pequena lágrima brilhante no canto do olho dele. Zachary sorriu de canto ao ver que ela observava a cena, como uma criança curiosa.

Vanessa: Meu Deus. – Murmurou, olhando a lágrima no olhar dele.

Zachary: Você sabe que pela lei eu posso obrigar você a voltar pra casa. É minha mulher. É mãe da minha filha. Tem suas obrigações. – Observou, e Vanessa o encarou, séria. – Mas não vou faze-lo.

Vanessa: Que? – Perguntou, suspresa.

Zachary: Eu sei que você nunca vai conseguir me perdoar por tudo o que eu te fiz. Por ter te batido, te traído, te humilhado. Por ter violentado você no dia do seu aniversário. – Comentou, com uma careta.

Vanessa: Veja pelo lado positivo, isso nos trouxe Rosalie. – Disse, e antes que percebesse estava rindo. Zachary riu também.

Zachary: Foi o melhor erro que eu já cometi. – Observou, sorrindo ao se lembrar da filha – Sei que não vai me perdoar por nada disso. Eu te fiz mal demais. – Vanessa não disse nada. Ele sabia do que tinha feito. – Por outro lado, meu orgulho e meu ego são grandes demais pra eu conseguir perdoar você por ter me traído dentro da minha casa, com o meu irmão. – Vanessa abaixou a cabeça. Nessa hora um trovão ressonou lá fora. – Não. – Pediu, erguendo o rosto dela – Nós dois erramos. Erramos muito. Eu até mais que você. Não peço que me perdoe, porque perdão é algo bem complicado quando se trata de nós dois. Mas quero que me aceite de volta.

Vanessa: Zachary, eu acho que... – Interrompida.

Zachary: Caramba, Vanesa, eu amo você. – Assumiu, e ela perdeu o ar ao ouvir aquilo de novo – Eu amo você mais do que a mim mesmo. Minha vida sem você é um lixo. Do que me adianta ter tudo o que o dinheiro pode comprar, se a mulher que eu quero me rejeita? – Perguntou, e havia um toque de desespero em sua voz. – Volte pra mim, Vanessa. – Pediu, e ela franziu a sobrancelha. Duas lágrimas pesadas escorreram pelo seu rosto – Vamos tentar novamente. Eu, você, a nossa filha. Vai ser diferente, eu prometo. – Ele respirou fundo – Eu não vou exigir uma resposta sua, agora. Caso você resolva... resolva ir. – Ele fez uma careta – Eu não vou impedir. Está nas suas mãos. – Ele pegou o rosto dela entre as duas mãos, fazendo-a encara-lo – Eu amo você. Essa é a minha única verdade. – Concluiu, olhando-a.

Vanessa abraçou Zachary com toda a força que conseguiu. Ah, porque precisava ser assim? E se ela voltasse pra casa, e Zachary resolvesse amar Capitu novamente? Ela não estava pronta pra sofrer tudo aquilo de novo. Mas, por outro lado, era sua felicidade ali, lhe chamando de volta. Ela afundou o rosto no peito dele, deixando suas lágrimas inundarem o colete dele. Ele estava sem terno. Ele abraçou ela pelas costas, e deixou uma mão em dentre seu cabelo, afundando o rosto em seu pescoço, aspirando o perfume que mais amava. O perfume dela. Vanessa recebeu alta na manhã seguinte.
Corbin a levou pra casa do pai, enquanto ela não resolvia sua vida. Vanessa se sentia uma menina novamente. Helena manteve seu quarto exatamente do jeito que ela deixou, há tempos atrás. Vanessa deixou que Rosalie ficasse com Zachary, enquanto ela se recuperava. Era justo pra todos.


Helena: Ah, menina, fiquei tão preocupada. – Lamentou-se, ajeitando Vanessa na cama.

Vanessa: Não foi nada, Helena. – Tranqüilizou a senhora – Ficou tudo bem, no final.

Helena: Ainda assim. Uma cobra! – Ela suspirou.

Corbin: O que acontece é que sempre mimaram a Nessa demais, ai agora, até uma queda que ela toma, preocupa todo mundo. – Debochou, sorrindo ao se encostar na porta.

 Vanessa: Cala a boca, Bleu. – Alfinetou.Bleu vinha Corbin Bleu. Vanessa chamava Corbin de Bleu quando era pequena. Ele odiava.

Helena: Podem parar, os dois. – Reclamou, pondo a mão na cintura. Vanessa e Corbin riram – Ainda vão me colocar louca. Ande, Corbin, venha me ajudar a trazer as roupas que o Sr. Zachary  mandou da menina, pra cima.

Corbin: Porque eu? – Perguntou, enquanto Vanessa ria gostosamente.

Helena: Porque eu estou mandando. E vamos logo. – Ela empurrou Corbin pela porta, e os dois sumiram, ainda com Helena reclamando.


Vanessa riu, se abraçando. Era tudo exatamente como quando era criança. Tudo bem, Ashley não estava lá, mas ainda assim. Ela sorria, lembrando dos tempos em que corria de Corbin pelo jardim da mansão, rindo alegremente. Era tão mais fácil. Não haviam problemas.
Qualquer coisa, era só gritar, e alguém apareceria pra resolver. Seu sorriso se fechou quando sua atenção retornou ao quarto. Havia um homem parado na porta do quarto, observando-a duramente. Greg.

Mari sua sumida q sdds, n fique tanto tempo sem aparecer n ta. tudo bem flor? Esses caps tem sido bastante emocionantes mesmo ne. bom Zac vai dar o espaço da nessa pra ela pensar e ela precisa saber mais coisas q aconteceu q ngm contou a ela bjs.

Rafa flor n morre n hein, nessa vai ficar com o Zac so precisamos dar tempo ao tempo, bjs.

GAbi flor, Zac sabia la no fundo quem ela era. njs

sábado, 8 de julho de 2017

Cap 102 - Zanessa (Maratona 2/5)

Assim que foi liberado, Zachary se postou ao lado de Vanessa em seu leito, e de lá não saiu. A morena tinha a aparência fraca, débil. As horas se passaram, e ela não se movia, apenas respirava. Seus cabelos estavam soltos, no travesseiro branco. Ela vestia uma camisola amarela-clara, do hospital. Zachary segurou a mão dela pelas horas a fio. Parecia não piscar os olhos, enquanto observava a esposa. Pediu pra levarem uma Rosalie irritada pra casa, não achava bom que ela ficasse no hospital muito tempo. Os cantos da boca de Vanessa estavam vermelhos, e seus pulsos tinham grandes curativos. A madrugada e a chuva reinavam lá fora, quando Vanessa começou a falar.

Vanessa: Era mentira. – Sussurrou, virando o rosto levemente pro rosto pro lado. Zachary encarou ela, atentamente.

Zachary: Calma. – Pediu, acariciando-lhe o cabelo.

Vanessa: Capitu. – Sussurrou novamente, franzindo a sobrancelha.

Zachary: Já acabou. – Acalmou, ainda acariciando-a.

 Vanessa: Não adianta, era mentira. – Murmurou, atordoada.

Zachary: O que era mentira, meu amor? – Tentou acalmar, vendo a agitação dela.

Vanessa: Tudo. O filho. A mãe do Zachary. Era mentira. – Ela se balançou de novo, com uma expressão de dor no rosto.

Zachary: Calma, Nessa. – Ele beijou a testa dela. Vanessa se aquietou por um instante, e ele a observou, pensativo. Uns minutos depois, a loura abriu os olhos, e o encarou fixamente.

Vanessa: Não. – Ela recuou, se encolhendo na cama, ao focalizar Zachary em sua frente.

Zachary: Calma. Está tudo bem agora. – Acalmou ela, segurando-a pelo ombro. A pele dela queimou sob o toque dele. Já ele tinha vontade de possuí-la ali mesmo.

Vanessa: Não está bem. Você me encontrou. – Concluiu, se sentando. Sua cabeça estava um pouco pesada, pelos remédios – Rosalie. Cadê a minha filha?! – Perguntou, assustada

Zachary: Nessa, calma. Rose está em casa, Ashley está cuidando dela. Ela está bem. – Vanessa suspirou, relaxando na cama. – Porque fugiu, Vanessa? – Perguntou, sentando-se nos pés da cama, ainda segurando a mão dela.

Vanessa encarou Zachary, sentindo o coração pular. Pensou no que Capitu dissera. Ele terminou com ela. Sua vontade era de pular em seu pescoço, e se entregar a ele de todas as formas possíveis. Mas ela não o fez.

Zachary: Maldição, você ainda deve estar confusa. – Constatou, quando ela não respondeu – Vou pedir a enfermeira pra lhe trazer algo pra cabeça, deve ajudar. – E se levantou, mas ela segurou sua mão. Zachary olhou primeiro pra as mãos dos dois, pra as duas alianças se segurando, e depois encarou-a.

Vanessa: Não estou confusa. – Respondeu, puxando-o de volta. Zachary se sentou novamente. As mãos dos dois pareciam não querer se soltar, por isso continuaram juntas.

Vanessa: Zachary, eu preciso te... – Interrompida

Enfermeira: Com licença. – Pediu, entrando no quarto. Zachary se levantou, enquanto a enfermeira examinava a mulher.

Vanessa gemeu ao ter as pernas descobertas. A cada mordida da cobra, ficara um ponto roxo grande em volta. Doeu quando a enfermeira verificou o curativo.

Zachary: Cuidaremos disso, também. – Murmurou pra ela, ao perceber a vaidade ferida da esposa. Vanessa sorriu de canto, e suspirou.

Enfermeira: Logo poderá ir para sua casa, senhora Efron. – Anunciou, sorrindo bondosamente, e cobrindo Vanessa novamente. Zachary observou a morena, e viu ela abaixar o olhar pra as mãos, com o pensamento distante.

A Enfermeira deu uma porção de remédios pra Vanessa, que bebeu em silêncio. Em seguida, saiu, deixando marido e mulher a sós novamente.

Zachary: E então...? – Perguntou, se sentando ao lado dela na beira da cama. Vanessa queria muito pegar a mão dele novamente, mas não tinha coragem pra isso. – Se você quiser descansar mais, podemos conversar depois. Deve estar confusa ainda. – Acalmou, observando-a.

Vanessa: Não, não estou. – Mentiu. Sua cabeça estava pesada, e doía fracamente. Estava tonta, e enjoada. Só que isso não podia ser prorrogado – Eu preciso que me escute. Antes de qualquer coisa. Eu quero te dizer o que aconteceu comigo. Eu preciso.

Zachary: Está tudo bem. – Ele pegou a mão dela, e ela sorriu por dentro com isso. Pegou a mão do marido e segurou-a com carinho, enquanto tomava coragem pra falar – Me diga. Quem te fez aquilo? – Perguntou, sério.

Vanessa: Foi ela. Capitu.

Vanessa viu o rosto de Zachary se fechar em uma mascara furiosa. Capitu era vingativa, ele sabia. Mas não sabia que chegaria a tanto. Vanessa poderia estar morta.

Zachary: Desgraçada. – Rosnou, se levantando bruscamente. Mas Vanessa segurou a mão dele com toda a força que pode reunir. Foi muito pouco, mas ele sentiu que ela não queria que ele fosse.

Vanessa: Não me deixe só. – Murmurou, por fim. Ficara sozinha muito tempo. Zachary sentiu o peito se oprimir de vontade de beija-la, de abraça-la. Tudo bem, mataria Capitu depois. Ele se sentou ao lado dela novamente, e beijou as costas de sua mão levemente. – Obrigado. – Respondeu, acanhada, e ele sorriu de canto – Zachary, tem outra coisa. Outra coisa muito séria, eu preciso te dizer. – Ela suspirou, e começou a falar.

Vanessa contou toda a história a Zachary. Desde o filho, até a fuga com Escobar. Ela viu o rosto do marido sem expressão, observando-a. Deus, que Zachary acreditasse nela, pelo menos dessa vez.

Vanessa: Então... foi isso. Eu não quero que pense que estou dizendo isso porque quero fazer algum tipo de intriga, ou qualquer outra coisa. Zachary, eu quero o seu bem. – Admitiu, segurando um “eu te amo” dentro da garganta.

Zachary: É você. – Murmurou, olhando-a atentamente.

Vanessa: Desculpe? – Perguntou, confusa, enquanto acariciava a mão dele, satisfazendo sua vontade, e ao mesmo tempo tentando conforta-lo.

Zachary: Meu bem. É você. – Vanessa engoliu em seco – Não importa o... – Ele hesitou. Tudo o que sabia de si mesmo era mentira. – Não importa o que aconteceu. Ela, e tudo o que vem relacionado a ela, é um capitulo fechado. Um capitulo recheado de mentiras. – Disse, e Vanessa pode sentir o ódio na voz dele – Mas você é o meu presente, e o meu futuro.

Vanessa: Zachary, por favor. – Pediu, fraca. – Nós já tentamos, diversas vezes. Não deu certo. – Se obrigou a dizer.

Zachary: Antes de continuarmos. Me diga, minha Nessa. Diga olhando pros meus olhos. Diga que eu não consegui matar o amor que você sentia por mim. – Pediu, encarando-a.

Vanessa encarou ele por segundos a fio. Queria tanto abraça-lo, que seu peito arfava. Ela sentiu os olhos se umedecerem, enquanto procurava voz pra responder.

Vanessa: Eu não quero mais me machucar, meu amor. – Assumiu, com a voz embargada. Zachary respirou fundo, e sorriu de canto, encarando a mulher.

Continua...

Rafa flor q bom q vc gostou, nem me fala a cena da Rose com o Zac e emocionante. Graças a deus todos estao bem hahaha, todo dia tem um cap n se preocupe. beijooos 

Gabi flor ele n sabia mas desconfiava ne agr q sabe ta uma fera, vamos ver o q ele vai fazer com ela. beijoos 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Cap 101 - " Papai esta aqui " (Maratona 1/5)

Meus amores voltei e como prometido aqui comeca nossa maratona de 5 capitulos eu sei e pouco mas por enquanto vai ser so esses. Espero mto q gostem e comentem bjs amo vcs... 
Ah fiquei sabendo q e ou foi niver de uma pesso mto especial aqui a Rafa, flor te desejo tudo de melhor nessa vida amo a sua companhia aqui, amei e to amando te conhecer cada vez mais. Espero q goste desse capitulo dedicado a vc, bjs feliz cumple...



Zachary entrou em desespero quando Vanessa desmaiou novamente. Pense, seu idiota. Um médico. Era disso que ela precisava. Ele carregou o corpo mole da esposa, e saiu como um raio pelo corredor do hotel. Em poucos minutos, entrava no hospital mais caro da cidade (Obviamente, era onde os Efron se tratavam quando adoeciam), levando ela no colo. Uma enfermeira levou Vanessa, e deixou Zachary sozinho.
 
Edward: E então? – Perguntou, entrando na sala onde Zachary estava, acompanhado por Ashley – Christopher chegou em casa com Rosalie, e disse que Vanessa estava ferida. O que houve?
 
Zachary: Uma cobra. – Murmurou, lembrando-se do animal. – Eu vou matar quem prendeu ela ali. – Disse pra si mesmo – Vou matar com as minhas mãos.
 
Ashley: Prendeu? – Perguntou, confusa.
 
Zachary: Prendeu. Estava amarrada a cabeceira da cama, e amordaçada. Alguém fez isso com ela.
 
Edward: Mas quem?
 
XXXX: Senhor Efron? – Chamou, entrando na sala. O médico era novo em Seattle, por isso não conhecia o rosto de Zachary.
 
Zachary: Aqui. – Respondeu, se erguendo da cadeira – Minha mulher?
 
Médico: Ficará bem. – Zachary suspirou, sentindo um alivio violento se apossar dele – Está dormindo, agora. Foi muita sorte ela ter sobrevivido. A maioria dos ferimentos está na perna direita, mas eu verifiquei, e está tudo limpo. Eu sedei ela, pra evitar a dor dos procedimentos, por isso ainda está adormecida.

Zachary: Quando ela acorda?
 
Médico: Daqui à umas... 5 horas, por ai. – Zachary assentiu.
 
Zachary: Eu posso ver ela?
 
Médico: Agora, não. As enfermeiras estão cuidando dos outros ferimentos dela, aproveitando seu sono. Ela tem a boca ferida, e os pulsos também, ao que parece forçou eles demais. Mas logo o senhor será liberado para vê-la. – Zachary assentiu, e o médico, após pedir licença, saiu. 

Zachary: Obrigado, meu Deus. – Murmurou pra si mesmo. Mas nessa hora, um gritinho animado e inocente inundou a sala. Zachary se virou, com o coração pulando de saudade. Christopher entrava no hospital, trazendo uma Rosalie que só faltava bater no tio, querendo ir pro colo do pai. A menina dava gritinhos, pulava, ria, batia palmas. Zachary sorriu de canto. Sonhou tanto em ver aquele sorriso novamente.

 Zachary: Rose. – Murmurou pra si mesmo, enquanto avançava pra filha.
 
Christopher entregou a menina a Zachary, que se agarrou com força ao pai. Zachary aspirou o cheiro da filha, como se dependesse disso pra viver, enquanto a acolhia em seu peito. A saudade era tanta que fazia ele querer gritar. Ele encheu o rostinho e o pescoço de Rosalie com beijinhos estralados, fazendo ela rir.
 
Zachary: O que foi? – Perguntou, sorrindo, enquanto a filha ria nos braços dele. Rosalie tapou os olhinhos com as mãos por um momento, e depois destampou-os depressa, fazendo carinha sapeca, e tocou o peito de Zachary. Zachary se derreteu com isso. – É, o papai está aqui, minha sapeca. – Rosalie bateu palminhas, enquanto Zachary beijava ela de novo.
 
O sorriso de Zachary se fechou ao ver a expressão da filha. Ela varria a sala de espera do hospital, com um olhar ansioso e curioso. Procurava a mãe.

Zachary: A mamãe não está aqui. – Respondeu, acariciando os cabelos da menina, que estavam com um penteado fofinho – Não está, meu amor. – Rosalie fez bico – Não, não chore. Nós vamos ver ela daqui a pouco, sim? – Rosalie continuou com bico – Mas não pode chorar. – Avisou, olhando-a.

Era incrível. A cor dos olhos de Rosalie era minuciosamente idêntica ao seus. Era como se olhar num espelho pequeno e moreno. Rosalie abraçou o pai de novo, e ele ninou ela. Passara tanto tempo imaginando o momento que poderia nina-la de novo, que agora que podia faze-lo, era surreal.

 Rafa flor como assim presente de niver? pq vc n me avisou q faria um capitulo pra vc. Bom n foi grande mas foi de coracao espero q vc goste e mais uma vez feliz niver.

Gabi flor s zac chegou aleluia, capitulo tem e vai sofrer as consequencias ta bjs...

domingo, 18 de junho de 2017

Cap 100 - É o final?

Meus amores esse e o 100 capitulo e estou mto feliz de poder chefar ate aqui com vcs, tive tanto medo de começar uma fic e n ter nenhum leitor e vcs me acompanham todo dia aqui essa historia, agradeço a todas vcs por cada comentario e por lerem. Guilia to com sdds flor aparece, vim comunicar q vou fazer uma mini maratona em comemoracao ao 100 cap da fic. Antes de tudo, n vou comecar agr n vou me organizar primeiro e ai volto avisando o dia certinho ok. 
Espero q gostem do capitulo e me contem tudo, amo vcs
Xoxo. 




Capitu pegou a caixa, e se aproximou da cama. Em seguida despejou seu conteúdo nela. Uma cobra, vermelha e preta. Furiosa pelas cutucadas que recebeu.

Vanessa: NÃO! – Gritou, se encolhendo ainda mais.

Capitu: Medo, Vanessa? – Ela riu – Sinto muito. – Fingiu-se de triste, e se afastou, indo em direção ao berço de Rosalie.

Escobar: Capitu! – Chamou, batendo na porta. A morena abriu. Vanessa olhava a cobra, apavorada, enquanto o animal avançava pra ela. – Eles estão ai embaixo!

Capitu: Quem?

Escobar: Zachary e Christopher! Vamos logo!

Capitu: Mas a menina...

Escobar: Maldição, deixe a menina! – Rosnou. Capitu encarou Rosalie uma ultima vez, e saiu, batendo a porta. A menina olhava a mãe, confusa. Vanessa observou a cobra se aproximar dela, nauseada. Era o seu fim.





Christopher: Pelo amor de Deus, nós estamos esperando há mais de 20 minutos. – Se queixou, encostado no balcão da recepção

Zachary: Eu não vou deixar ela fugir, não de novo. – Ele olhou uma lista que estava atrás do balcão, e saiu, rumando o quarto de Vanessa.



Um dos homens contratados por Zachary seguiram Corbin, e encontraram Vanessa. Zachary não hesitou em ir até lá, e Christopher insistiu em ir também. Os dois subiram as escadas como em um vôo.



Zachary: Vanessa, abre essa porta! Eu sei que você está ai! – Chamou, após minutos batendo na porta. Nessa hora Rosalie começou a chorar – Vamos, Nessa.



Nessa hora ouviram um gemido sufocado, fraco de Vanessa. “ Zachary...” ela chamou. O moreno se desesperou. Ela não estava bem.



Christopher: Sai. – Pediu, rápido, e deu um pontapé com tudo na porta, que abriu com força.



A cena foi nauseante. Vanessa estava amarrada, amordaçada na cama, com a perna ferida em vários pontos, e a cobra em cima da cama. Enquanto Zachary observava, o animal feriu Vanessa com mais uma mordida. Zachary foi ajudar a esposa rapidamente. Puxou a cobra com tudo, e a jogou no chão sem medo algum. Christopher esmagou a cabeça do animal com uma pisada.



Zachary: Tire Rosalie daqui. – Ordenou, e Christopher assentiu, tirando a criança rapidamente de lá. – Nessa. – Murmurou, desamordaçando ela.



Vanessa não respondeu. Ele fez o óbvio. Abaixou-se á perna de Vanessa, e começou a sugar os ferimentos. O único gosto ali era do veneno. Nem um vestígio do sangue da loura. O rosto de Zachary estava contorcido na mais completa dor. Meu Deus, não. Ele ia, de ferimento em ferimento, sugando até conseguir sentir o gosto doce do sangue, depois cuspia fora. Ele checou a perna dela, até todos os ferimentos estarem limpos. Quando a Vanessa, estava afogada na mais completa escuridão. Tentava caminhar, mas suas pernas eram pesadas. Tentava gritar, mas não havia voz. Sem contar a queimação absurda que sentia por todo o corpo. Até que, de longe, uma voz foi lhe chamando.



Zachary: Nessa, acorde. – Ele segurou o rosto da morena, olhando-a. Estava fria, mole. O único sinal de que estava viva era sua respiração. – Acorde. – Pediu de novo. – Que diabo, eu te amo. – Murmurou, desesperado.

Vanessa: Za... Zachary. – Ela conseguiu murmurar, perdida na escuridão.

Zachary: Você está viva. Ah, Deus. – Ele deu vários beijos no rosto dela.

Vanessa: Era tudo mentira... – Murmurou, ainda de olhos fechados.

Zachary: Não importa, eu amo você. – Disse, com os olhos cheios d’agua, erguendo o rosto dela. A morena tinha os olhos entreabertos, fraca.

Vanessa: Eu estou morrendo. – Constatou em um sussurro, quando não tinha mais forças pra falar. Então a escuridão a engoliu novamente. Era mesmo o final?

Rafa flor nossa nem um suspense eu consigo fazer com vc, vc sacou tudo aff kkkkk. Bom o Zac achou a Nessa mas sera q n e tarde demais? desculpe andar ausente mais meu trabalho me ocupa mto fico de 3 da tarde ate as 11 da noite. Mas prometo recompensar vcs so preciso organizar um horario concreto pra postar bjs.

Gabi flor, vc e mto esperta n da nem pra fazer vc sofrer um pco de ansiedade kkkk. Tive q parar o cap ai pra dar um suspense matar vcs um pco do coracao mas n consegui ne kkkk Zac chegou e precisa salvar a nessa antes q seja tarde demais bjs.

domingo, 11 de junho de 2017

Cap 099 - Revelações

Capitu: Finalmente acordou. – Comentou – Já estava criando esperanças de que você já tivesse morrido, me pouparia trabalho.

Vanessa: Rose. – Disse engasgada, havia um pano a amordaçando. Ela olhou pro lado, e a menina a olhava do berço, apreensiva. Vanessa suspirou de alivio. Sua cabeça doía absurdamente. – Como você me achou? – Perguntou, por fim.

Capitu: Escobar está instalado aqui. Esse hotel é famoso por ser ótimo pra guardar quem não deve ser visto. – Explicou - Engraçado. Você caiu do mesmo jeito que o Zachary caiu. – Comentou. Vanessa percebeu que a tampa da caixa estava aberta, e que Capitu tinha um pedaço de madeira na mão, e estava atiçando algo dentro da caixa.

Vanessa: Eu não sei do que está falando. – Acusou, tendo dificuldade pra falar, pelo pano. Seus braços estavam amarrados na cabeceira da cama.

Capitu: Há anos atrás, Vanessa, Zachary ia fugir comigo. Eu ia ter uma vida de rainha. Tudo bem, eu teria que agüentar ele e sua paixão insuportável, mas ainda assim, teria tudo o que o dinheiro pudesse comprar. – Ela se recordou. 

Vanessa: Você é louca. – Murmurou, olhando a morena cutucar o conteúdo da caixa.

Capitu: Espero que entenda, Zachary era um adolescente insuportável. Mimado. Prepotente. Era bom de cama, eu devo admitir. – Ela pensou um pouco, e Vanessa rosnou – Ele estava fixado na idéia de casar-se com você. Você era linda, e ele era fútil. E então ele me conheceu. E eu fiz ele se apaixonar por mim.

Vanessa: Mas você era uma prostituta, e eu era uma dama. Você engravidou dele, e tentaram fugir. Ai você morreu, e voltou pra me tirar a paz. – Revirou os olhos – Essa é a história mais velha do mundo. Você queria o que não podia ter. – Capitu riu

Capitu: Eu estive grávida diversas vezes, dos mais diversos homens. Mas de Zachary, nunca. – Vanessa franziu a sobrancelha – Meu ultimo aborto me esterilizou, e isso foi antes dele. Mas eu podia roubar uma criança, seria a coisa mais fácil. E eu seria uma rainha. Com as mãos em toda a fortuna Efron.

Vanessa: Tem noção do quanto ele sofreu por você? – Rosnou, com os olhos se enchendo de agua.

Capitu: E eu estou pouco me importando. – Fez uma careta – Vanessa, Zachary nunca me importou. Mas o dinheiro dele sim. Era uma mina de diamantes na minha mão. Então, fugiríamos. Ele estava levando uma verdadeira fortuna consigo naquela tarde. Então, a maravilhosa Luisa apareceu. – Capitu narrava a história como se fosse de um livro, não sua realidade – E pra você vê como os ricos são, ela foi salvar o filho CARREGADA de jóias. As jóias mais lindas e mais caras que eu já vi. – Comentou, cutucando o conteúdo da caixa – E eu a matei. – Ela sorriu, lembrando-se do feito – Bati na nuca de Zachary do mesmo jeito que bati na sua, e ele caiu na mesma posição. Vocês são um casal fantástico. – Ela riu, debochada – Escobar tirou os cavalos, ah, os cavalos. Os cavalos também valiam uma fortuna, eram 5, todos de raça. Voltando, Escobar tirou os cavalos, e derrubou a carruagem do penhasco. Rasguei um pedaço do meu vestido, e deixei pendurado nas pedras. Ficamos observando. Você precisava ver. Foi uma cena de Ópera, quando Edward e Christopher chegaram. Encontraram a madrasta morta, e Zachary desmaiado.

Vanessa: Você é um monstro. – Murmurou, horrorizada.

Capitu: Ah, Christopher. Foi muito útil, até certo ponto. Levava cartas minhas à Zachary, e vice-versa. Mas depois se negou. Inútil. – Ela fez negação com a cabeça – Mas ele já pagou pelo que fez. Menos do que merecia, mas pagou. Diego era uma criança encantadora. – Ela riu.

Vanessa: Foi você. – Constatou, incrédula.

Capitu: Sim, fui eu. – Ela riu, divertida – Voltando ao assunto. Fui com Escobar a Madri. Passamos lá anos inesquecíveis. Entretanto, o dinheiro acaba. E então, eu voltei. Mas olha o que eu encontro no meu lugar. Você. – Acusou, agora séria. – E como Christopher, você vai pagar. Só que muito mais caro. – Ela cutucou o conteúdo da caixa com mais força.

Vanessa: Deixe a minha filha em paz. – Rosnou alto, se debatendo contra a cama, tentando se soltar.

Capitu: Não, a pirralha não é meu foco principal. É você. Sempre foi você.

Vanessa: Eu já fugi. Ele está livre. – Argumentou

Capitu: Tarde demais, Vanessa. Ele me levou à Londres. Aquela cidade é magnífica. – Ela sorriu, se lembrando – Mas o motivo não era. Ele me levou até lá pra terminar comigo. Porque? PORQUE ELE AMA VOCÊ! – Gritou, irritada. Vanessa ouviu isso com um choque. “Ele disse que você entendeu tudo errado.”, dissera Corbin. – Ele disse que te amava. – Ridicularizou – Que queria voltar pra você. Que queria acompanhar a doce Rosalie crescer. Tolo. – Rosnou – E você. Você roubou a minha vida, durante todo esse tempo. Eu era pra ser a senhora Efron. Eu era pra ser a oficial. Mas não fui. POR CAUSA DE QUEM? DE VOCÊ!

Vanessa: EU NÃO TIVE CULPA! NÃO PEDI PRA ME CASAR COM ELE! – Gritou de volta.

Capitu: SUA COBRA! – Gritou, colérica – Você sempre estragou tudo, Vanessa Anne. Sempre. Quando eu pensei que as coisas iam se encaixar, sabe o que aconteceu? VOCÊ ENGRAVIDOU! – Gritou, furiosa. – Coisa que eu nunca ia poder fazer. Você engravidou. Mas não importa, não importa. – Ela se aproximou de Vanessa, que se encolheu. Capitu pegou o vestido preto, na altura da coxa, e começou a rasga-lo, deixando as pernas de Vanessa nuas. Em seguida tirou a bota da loura, jogando-a longe. – Vou deixar você com a sua irmã, Vanessa. – Vanessa franziu a sobrancelha, confusa – Não, não é Ashley.

Rafa flor acho q fui mazinha aqui tbm né, mas é q tenho q deixar um suspense pra vcs me desculpe. Capitu e uma vagaba né, espero q o Zac corra logo então pq a nessa tá em perigo, bjs 😘😘❤

Gabi quantas perguntas flor mas ainda sem respostas. Quem sabe no próximo capítulo eu mato sua curiosidade bjs 😘😘❤



segunda-feira, 29 de maio de 2017

Cap 098 - Reencontro: Vanessa e Capitu

Escobar: Como assim, ele terminou com você? – Perguntou, incrédulo e irritado, enquanto avançava pelo saguão do hotel.

Capitu: Terminou. Com todas as letras. Ia voltar pra mulher.

Escobar: Ela fugiu antes que ele voltasse. – Capitu ergueu uma sobrancelha, surpresa – Ele está destruindo Seattle por ela. E você, porque não voltou antes?

Capitu: Por Deus, Escobar. Eu estava em Londres. – Revirou os olhos.

Escobar: E agora, o que vai fazer?



XXXX: Serviço de quarto pro quarto da srta. Hudgens, um café da manhã básico. – Disse ao atendente, que levou o pedido pra cozinha. Mas foi o suficiente. Os ouvidos de Capitu eram aguçados. Vanessa estava ali.





A noite caiu, calma e serena. O dia seguinte amanheceu igual. Vanessa estava entrando em depressão. Rosalie já não sorria. Zachary estava vegetando. 

Escobar: O que você vai fazer? – Perguntou, andando com ela no corredor. Ele já se informara sobre o andar e o numero do quarto de Vanessa.

Capitu: Resolver nosso problema. – Respondeu, levando uma caixa consigo. – A morte matou o amor dele por mim, então matará por ela também. – Disse, tranqüila e sorridente, enquanto parava na porta do quarto.



Vanessa tinha acabado de dar banho em Rosalie. A menina estava com um vestidinho de renda branca, perfumadinha. Agora Vanessa penteava os cabelos morenos e finos da filha. Foi quando bateram na porta.



Vanessa: Quem é? – Perguntou, estranhando.

Escobar: Serviço de quarto. – Disse, sorrindo. Vanessa não conhecia sua voz. 

Vanessa: Estranho, eu não pedi o café ainda. - Murmurou pra si mesma – Já vou! 



Vanessa colocou Rosalie em seu berço. Enquanto isso, Escobar saiu do corredor. A morena abriu a porta tranquilamente. Sua tranqüilidade fugiu ao ver dois olhos verdes, dissimulados, olhando-a.



Capitu: Olá, Vanessa. – Disse, sorrindo de canto.

Vanessa: O que você quer? – Perguntou, sem paciência. A ruína de seu casamento estava ali, parada na sua frente.

Capitu: Posso entrar? – Perguntou, sínica.

Vanessa: Hum... – Fingiu-se de pensativa – Por suposto que não. – Sorriu, e ia fechar a porta.



Vanessa foi fechar a porta, mas Capitu pôs o pé antes. A morena se desequilibrou no gesso, e o tempo que lhe foi gasto pra se equilibrar, foi suficiente pra morena entrar.



Vanessa: O que você quer? – Repetiu, agora raivosa.

Capitu: Vim conversar. – Sorriu, pondo a caixa de papelão que trazia em cima de uma cadeira.

Vanessa: Não tenho nada pra falar com você. Saia daqui. – Continuou com a porta aberta.

Capitu: Vamos, você não está sendo educada. – Repreendeu, como uma mãe que repreende o filho.



Vanessa partiu pra Capitu, visando puxa-la pra fora. Mas a morena foi mais rápida, e fechou a mesma. Vanessa foi pra abrir a porta, e Capitu lhe chutou a perna, batendo em algo duro. O chute dela bateu no gesso, e machucou a perna de Vanessa, que cambaleou pro lado, se abaixando, com uma careta de dor, pra segurar a perna.



Capitu: Ora, vejam só. Está com a perna quebrada. – Disse, com um sorriso fascinado no rosto. Nesse momento Rosalie gritou, irritada, em seu berço. – Vejamos. A doce, meiga e angelical Rosalie. – Ela deu um passo em direção ao berço, e seu olhar era ódio puro. Rosalie manteve o olhar da morena. Mas então, Vanessa estava no caminho.

Vanessa: Se aproxime dela novamente, e eu mando você de volta pro inferno com as minhas mãos. – Rosnou, furiosa.



Vanessa se virou rapidamente, pra carregar Rosalie. Sabia, por Zachary, que Capitu odiava a menina. Mas então sentiu uma dor horrível, sufocante, na nuca, e desfaleceu no chão.

Vanessa não sabe, ao certo, quanto tempo passou desmaiada. Só soube que quando sua mente começou a clarear, um flash passou por ela. Rosalie.

Ela se lançou pra frente, mas algo a prendeu pelos braços.


Rafa flor n fique angustiada tudo vai se resolver, vc n lembra dessa mulher q chora? Vc n deve tá ligando os fatos pense mais um pco bjs 😘😘❤

Gabi flor o Zac tem q achar a Nessa e logo né a capiranha descobriu onde ela tá e pode fazer mal a ela e rose. Q por falar nela coitada sofre com a ausência do pai. Q tudo se resolva logo, bjs 😘😘❤

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cap 097 - A busca – Parte II

Zachary dormia abraçado ao travesseiro da filha, todas as noites. Edward, já tendo perdido a fé, começava a planejar grupos de procura, pros estados mais próximos de Seattle. Ele acharia Vanessa, pro irmão. Nunca se deu bem com Zachary, mas não lhe fazia bem vê-lo ser torturado, pela saudade da filha, da mulher. Só que algo no peito de Zachary lhe dizia que Vanessa estava perto.



Zachary: Tem que haver algum lugar, um ponto em que não tenhamos procurado. – Insistiu com os irmãos, num dia à tarde, no escritório dos Efron. 

Christopher: Onde, por exemplo? Zachary, nós viramos Seattle de cabeça pra baixo. Ela não está aqui. – Disse, sério.

Zachary: Está! – Insistiu, batendo com a mão na mesa – Christopher, você pode não acreditar, mas eu sinto Rosalie. Ela está por perto. Eu sei que está. A busca foi falha. 

Edward: Nós avisamos até a policia. Tem gente nossa nas fronteiras de Belltown, Madrona, Beacon Hill, Green Lakes. Até em Port Madison tem gente procurando. Se ela estiver lá, vão encontrar. – Tranqüilizou.

Zachary: Ela está aqui. – Insistiu. Era como se a presença de Vanessa fosse notável, como se ele pudesse farejar seu perfume – Eu vou... eu vou sair um pouco. Preciso espairecer. – Christopher e Edward assentiram.



Zachary caminhou até longe. Em sua cabeça, estavam Vanessa e Rosalie, sentadas na neve, fazendo o boneco de neve. Estiveram tão próximas, e agora poderiam estar em qualquer lugar. Vanessa estava calma, até que o telegrama chegou. Zachary pensou nisso enquanto andava sem rumo. Existia uma possibilidade de ela ter partido. E se o telegrama fosse o irmão, avisando que vinha busca-la?



Mas, por outro lado, quem se atreveria a levar os dois? Entretanto, com a ajuda dele, a fuga seria muito mais fácil. Zachary estava considerando isso, quando viu um rosto não tão familiar caminhar à uns 50 metros dele. Usava um terno preto, tinha cabelos louros.



Zachary: Corbin. – Murmurou pra si mesmo. Era o primeiro rastro de Vanessa que tinha. Ela ainda está aqui, se motivou enquanto se apressava a alcançar o louro. 

Zachary: Corbin! – Chamou, ao chegar numa proximidade considerável.



Corbin se virou, respondendo intuitivamente ao seu nome. Zachary não lembrava muito se duas expressões, mas eram parecidas com as de Vanessa. O cabelo era do mesmo moreno. Corbin se manteu calmo ao ver quem lhe chamara.



Corbin: Zachary. – Respondeu, sereno, parando de andar.

Zachary: Em nome de Deus, onde ela está? – Perguntou, deixando o desespero transparecer em sua voz. 

Corbin: Ela quem? – Perguntou, calmo.



O pingo de esperança de Zachary desmoronou. Era óbvio. Se Corbin estivesse realmente com Vanessa, não lhe diria.



Zachary: Por favor. – Implorou, e por um minuto Corbin sentiu pena dele.

Corbin: Eu não sei do que você está falando. 

Zachary: Vanessa. Onde está?

Corbin: Por suposto que deveria estar com você. – Alfinetou.

Zachary: Fui um idiota. Ela entendeu tudo errado. Eu não... – Ele hesitou – Não foi minha intenção magoá-la. Eu a amo. – Disse, inutilmente.

Corbin: É tarde. – Respondeu, se afastando

Zachary: Não! – Ele o segurou – Pelo menos, me diga. Rosalie. – Pronunciar o nome da filha o machucava – A minha Rose. Ela está bem? Estava resfriada antes de... – Ele não terminou a frase.

Corbin: Fique tranqüilo. Ela vai ficar bem. – Encerrou, e com um ultimo olhar, se afastou.





Edward: Espera ai. – Se levantou, quando Zachary lhe contou o que acontecera.

Christopher: Se ele sabe da Rosalie, ele está com a Vanessa. – Concluiu

Edward: E se ele está com a Vanessa, ela ainda está aqui.



Achar Corbin foi fácil como suspirar. Christopher colocou homens de guarda na frente da mansão Hudgens. Qualquer movimento do moreno seria seguido.



Vanessa: Ele encontrou você?! – Perguntou, alarmada.

Corbin: Na rua. Estava voltando pra casa, e me bati com ele.

Vanessa: E então?

Corbin: Me perguntou de você. Pediu pra que voltasse pra casa. Perguntou de Rosalie. Está abatido, desesperado, Nessa.

Vanessa: Ele provocou isso. – Disse, amarga.

Corbin: Ele disse que você entendeu tudo errado, e que não era intenção dele magoar você. – Vanessa riu.

Vanessa: De boas intenções o inferno está cheio. – Terminou o assunto, indo verificar a filha, que ressonava calmamente. 

Corbin: Sabe que não vou poder vir muito aqui, agora que estão atrás de mim. – Comentou, observando a irmã.

Vanessa: Eu sei. – Ela suspirou – Vou tentar dormir um pouco. Eu não sou a única pessoa que chora por aqui. – Ela sorriu, triste.

Corbin: Não entendi. – Ele fez uma cara confusa.

Vanessa: Tem uma mulher, no andar de cima. Chora a madrugada inteira. Não tenho conseguido dormir direito. Não é nada escandaloso, eu só ouço os soluços, mas mesmo assim, me dá agonia. Acho que alguém bate nela, ou prende, não sei. – Deu os ombros, pensativa.



Vanessa só não sabia que a mulher que soluçava no andar de cima, chorava por ter lhe feito bem e por sofrer as consequências disso. Chorava por ter lhe devolvido o sobrinho.

Rafa flor s mto sofrimento e s a Rose tá sofrendo mto longe do pai bjs 😘😘❤

Gabi flor espero tbm q a nessa n consiga sair dá cidade, a rose tadinha tá inconsolavel 😢 bjs 😘😘❤

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Cap 096 - A busca

Ele beijou meus lábios
Eu provei da sua boca
Ele me colocou para dentro
Eu fiquei com nojo de mim mesma ♫




Zachary: Christopher! – Chamou, limpando o rosto, e indo atrás do irmão.

Edward: O que houve? – Perguntou, ao se bater com Zachary.

Zachary: Vanessa fugiu. Foi embora. Me ajude? – Pediu, derrotado.



Pela primeira vez, Edward e Zachary foram irmãos. Irmãos unidos por um objetivo. Vanessa.



Théo: Ela ainda está na cidade. – Observou, calmo, observando os primos. Christopher lia a carta de Vanessa, e Zachary conversava com Edward.

Zachary: O que? 

Théo: Vanessa. Ela ainda está na cidade.

Edward: Como você sabe?

Théo: Não sei. Mas eu sei.



E ela estava. Corbin não conseguiu tira-la da cidade. Ninguém ia ajudar Vanessa Efron a fugir. Não conhecendo a fúria impiedosa de Zachary. Ele deixou ela em um hotel isolado, longe, onde ninguém poderia acha-la. Um amigo de Corbin, que era capitão de um cruzeiro, estava perto de Seattle, e concordou em ajuda-lo. Mas pra isso, Vanessa precisaria esperar um mês, por ai. Rosalie pegara um resfriado leve, nada demais. Vanessa sentia falta do marido como do ar.



Porque quando eu estou com ele
Eu estou pensando em você
Pensando em você ♫



Vanessa: O que há, Rose? – Perguntou, atordoada, com a angustia da filha. Rosalie pegou a boneca com a qual Zachary sempre brincara com ela, e mostrou a mãe – Não, Rose. – A menina insistiu – Não pode. – A menina observou a mãe, e depois ergueu o bracinho, apontando pra pulseira que Zachary lhe dera. – Ele não está aqui, meu amor. – Ela viu os olhinhos da filha se encherem de água. – Não chore. Eu sinto falta dele, também. – Admitiu, carregando a filha.



Zachary mandou revistarem toda a cidade. Nem rastro de Vanessa, ou Rosalie. Ele não tinha comido direito nos últimos dias, nem falava. Chorava as noites, por saudade da morena. Vanessa não estava muito diferente.



Corbin: Ele está revirando Seattle de cabeça pra baixo, procurando por você. – Avisou, sentado na cama, enquanto Vanessa olhava algo na mala. 

Vanessa: Alguma chance de ele me encontrar aqui? – Perguntou, virando-se pra encarar o irmão.

Corbin: Muito pouco provável. Quase ninguém vem a este lugar. Entretanto, todo mundo sabe do que Zachary é capaz.



Rosalie, que estava sentada no berço olhando sua bonequinha, ergueu o rosto e deu um gritinho animado ao ouvir o nome do pai. Vanessa suspirou.



Vanessa: Não, Rose. – Rosalie ficou murchinha de novo.

Corbin: Tem certeza disso, Nessa? – Perguntou, observando-a.

Vanessa: É o único jeito. 

Corbin: Talvez haja outro, menos doloroso. Pensa que eu não vejo seu sofrimento? Seu olhar vermelho de tanto chorar, toda vez que eu chego? Pensa que eu não sei que passa os dias aqui, chorando com saudade dele? Talvez o adeus não seja o melhor. – Observou.

Vanessa: Não é um adeus. – Negou, dobrando um vestidinho de Rosalie – É só algo necessário. É pra felicidade dele. – Disse, amarga – Quem ama não diz adeus. 

Corbin: Eu amava Monique, e eu lhe disse adeus. – Disse, pensativo.

Vanessa: É diferente.

Corbin: É tecnicamente igual. A única diferença é que você tem escolha, e eu não tive. Ela se foi de mim, de uma vez pra sempre.

Vanessa: Não creio que seja de uma vez pra sempre. O verdadeiro amor sempre volta. – Ela sorriu de canto, pondo o vestidinho na mala.

Corbin: O seu amor voltou?

Vanessa: Corbin, por favor. – Implorou, cansada. Falar de Zachary não lhe fazia bem.

Corbin: Tudo bem. Mas pense bem, enquanto pode. Olhar pra trás e não poder fazer nada pra mudar é horrível. – Avisou, antes de dar um beijo na testa de Rosalie e sair.



Os dias passaram, e Zachary não encontrou Vanessa em lugar nenhum. Revirou cada canto da cidade, levantou cada grão de poeira de Seattle, mas ela não estava lá. A fé dele estava começando a fraquejar. Talvez ela já tivesse saído da cidade. Talvez já estivesse fora do pais. Ele sentia falta da filha. O riso de Rosalie lampejava em sua cabeça como um flash, e ele sentia sua falta.



Vanessa: Rose, não. – Pediu, atormentada, em uma madrugada chuvosa. Rosalie estava sentada na cama, ao lado dela, e puxava a pulseira que o pai lhe deu, mostrando-a a Vanessa – Rose, a gente não vai ver mais o papai. – A menina fez careta de choro – Não chore, meu amor. – Mas Rosalie já havia caído no choro, e se abraçou a bonequinha com a qual Zachary brincava com ela.


Você diz que estamos destinados a falhar
Bem, eu fico entediado facilmente
Tudo bem? ♫






Em um lugar, longe dali, alguém também tinha dificuldade pra dormir.



Zachary: O que... Nessa? – Ele apertou os olhos, olhando pra escuridão. Vanessa estava lá, sentada nos pés da cama. Ele acendeu a luz rapidamente, e voltou a olha-la. Ela estava lá. Sua pele era acinzentada, e seu olhar eram duas pedras de gelo. Ela vestia um vestido negro, que entrava em contraste com a pele quase sem cor, e seu cabelo estava preso, como sempre. – Você... você voltou. – Ele sorriu de lado, sem piscar os olhos, olhando a mulher – Onde está Rosalie? Ah, Nessa, eu senti tanto sua falta. – Ele avançou pra ela, mas nessa hora ela se levantou, e recuou – Nessa? 

Vanessa: É tarde. – Disse, e não havia vida em sua voz. Na verdade, a voz dela era apenas um murmúrio, misturado aos raios que caiam lá fora.



Risque meu nome da sua lista
Faça deste o nosso último beijo
Eu vou embora. ♫



Zachary: Não, não é. – Ele disse, com a voz embargada pela alegria. Ela estava ali. – Nós podemos recomeçar. Tentar, lembra? – Ele sorriu, avançando pela cama até ela. Mas ela recuou mais – Eu deixei ela. Eu voltei pra você.

Vanessa: Tarde. – Repetiu, olhando-o fixamente.

Zachary: Não é tarde, meu amor. Ainda há muito tempo. – Ele se ajoelhou na beira da cama, e ergueu a mão – Venha.

Vanessa: Adeus... eu te amo. – Sussurrou, fraca. Zachary cerrou os olhos, mas ela havia sumido.


Por que não conversamos sobre isso?
Eu estou bem aqui, não precisa gritar ♫




Zachary: Não vá. – Implorou, sentando-se na cama. Alucinações, agora. Ele passou a mão nos cabelos, atordoado, enquanto sentia os olhos queimarem. Estava cansado de chorar. Não queria mais sofrer. Queria ela de volta. Ela estivera ali, e se fora. É tarde.

Zachary: Vanessa. – Chamou, e ela abriu os olhos de súbito. 

Vanessa: Zachary? – Perguntou, rouca, se sentando.


Com o tempo a gente esquece
Vamos fingir que nunca nos conhecemos ♫



Zachary: Porque fugiu, ma petit? – Perguntou, se aproximando da cama. Ela se encolheu.

Vanessa: Foi melhor assim. – Explicou, se cobrindo. Ela usava sua camisola normal, seda preta, longa até o tornozelo.

Zachary: Não. – Ele segurou a mão dela, impedindo-a de se tapar.

Vanessa: Por favor. – Implorou, perdendo as forças.



Por que a gente não termina de uma vez?
Não há mais nada a ser dito ♫




Zachary: Volte pra casa. – Vanessa negou com o rosto – Vanessa, pegue a nossa filha, e volte pra mim.

Vanessa: Não. Como me achou?

Zachary: Não importa. – Disse, com a mesma arrogância que teve desde o inicio. Vanessa sorriu por dentro. – Volte pra mim, petit.

Vanessa: Eu não posso. – Negou, sentindo o olhar se inundar.

Zachary: Porque não? – Ele olhou ela, pacientemente.



Estou de olhos fechados
Rezando pra que eles não espiem ♫




Vanessa: Não quero mais me machucar. – Admitiu, abaixando os olhos.

Zachary: Diga que me ama. – Pediu, erguendo o rosto dela com a mão.

Vanessa: Eu amo você. – Atendeu, olhando-o.



Nós não sentimos mais atração pelo outro
E hoje em dia é isso que importa
Eu quero que você desapareça ♫




Zachary balançou a cabeça negativamente, e a encarou com aqueles olhos azuis pelos quais ela se perdeu tantas vezes. Ele a encarou por segundos, e ela avançou pra beija-lo. Mas quando seus lábios se tocaram, era só ela. Vanessa abriu os olhos. Estava sentada no meio da cama, sozinha. Rosalie dormia, calma, ao seu lado, com o rostinho molhado pelas lágrimas que derramara antes de adormecer. “Está enlouquecendo, Vanessa.”, se condenou, enquanto cobria a filha. A noite estava fria. Mas nenhum frio era pior que a solidão.


Rafa flor s o cap foi mto triste e esse tbm, bom ele tá movendo céus e terra pra achar ela vamos ver se consegue bjs 😘😘❤

Gabi flor pois é ela n sabia q o Zac ia mudar 😢 s o Zac agr vai atrás dela n vai deixar q nd tire ela dele, bjs 😘😘❤


Zanessa flor q bom q vc voltou amor, super te entendo meu tempo tbm anda corrido aí demoro um pco pra postar, mas sempre posto kkk. Pois é graças a Deus o Zac abriu os olhos e percebeu quem ele ama de vdd, Rose veio pra mudar o Zac fazer dele melhor e mds a relação deles como vc já viu e de derreter qualquer um 😍😍. Capitu tem q sumir né vamos ver o q vai acontecer bjs 😘😘❤

domingo, 30 de abril de 2017

Cap 095 - Términos, despedidas

Uma semana e meia se passou, desde o dia da neve. Chegou o dia da viajem de Zachary.



Zachary: Papai vai morrer de saudade. – Disse, antes de dar um beijinho estralado na filha, colocando-a sentada no berço em seguida. Vanessa estava parada no meio do quarto, com os braços cruzados. – Tchau. – Disse, sem jeito, olhando a mulher. Vanessa assentiu, quieta.



Ela viu ele se afastar, mas a dor foi forte demais. Era a única vez que ela o veria. Era ver o amor da sua vida sair pela porta, pra nunca mais.



Vanessa: Zachary! – Chamou, sem se conter, e ele se virou pra ela.



Zachary viu Vanessa avançar pra ele, o mais rápido que o gesso permitia. Ela se lançou em seu pescoço e o beijou sedentamente, com uma saudade precoce. Zachary segurou ela pela cintura e retribuiu seu beijo, apaixonadamente. Isso durou por minutos, até que a necessidade por ar falou mais alto.



Zachary: Então, até logo. – Disse, controlando a respiração, e acariciando os cabelos dela. O olhar de Vanessa sofria.

Vanessa: Adeus. – Murmurou, encarando-o. Zachary pensou que fosse pela viajem dele. Mal sabia que era pela dela. Ele a beijou novamente, e partiu.



Dias se passaram, e as malas de Vanessa estavam prontas. Pra si, levou só o necessário. Já de Rosalie, levou quase tudo. Escrevera uma carta pra Zachary e deixou no berço da menina, que era onde ele logo a encontraria.



Corbin: Está pronta? – Perguntou, encarando-a, na saída.

Vanessa: Sim. – Assentiu, quieta. Era noite, e não se despediram de ninguém. Todos dormiam. Rosalie dormia quieta no braço da mãe. Corbin ajudou Vanessa a descer a escadaria. Antes de entrar na carruagem, ela se virou pra noite, e olhou a mansão Efron por uma ultima vez. Passara tantas tristezas ali, mas também alegrias inúmeras, lembranças das quais levaria pra vida inteira. Ela respirou fundo e entrou da carruagem, dando as costas a seu passado, e foi embora.



-------------------------------------------



Capitu: O que? – Perguntou, incrédula, a noite, no hotel luxuoso onde eles estavam, em Londres. – Você está me deixando?

Zachary: Estou. – Disse, sentado na ponta da cama. Não lhe agradava fazer isso, mas era absurdamente necessário.

Capitu: Por quê? – Perguntou, atônita.

Zachary: Capitu, eu amo a Vanessa. – Disse, sério, e viu a compreensão invadir o rosto da morena – Eu precisei de todo esse tempo pra descobrir que sentia falta dela. Não é justo pra nenhuma das duas eu continuar contigo, se é ela que eu quero. – Explicou, sério.

Capitu: Foi pra isso, essa viajem. Foi pra me tirar de lá. – Murmurou, entendendo.

Zachary: Foi pra que você não fosse atrás dela. Ela não tem nada a ver com isso. Ela não me pediu pra deixar você em nenhum momento. Foi uma decisão minha.

Capitu: Por que está fazendo isso? Você me amava. – Constatou, olhando pra frente.

Zachary: Porque é o único jeito de se fazer. “Adeus, eu não te amo mais.” – Ele respirou fundo – É a única maneira. Quando se ama não se diz adeus.

Capitu: Eu não acredito que você está fazendo isso.

Zachary: Mas eu estou. Eu perdi tempo demais revivendo o passado, revivendo algo morto, eu quase perdi a minha mulher. – Continuou, e seu rosto continuava sério – Eu vou voltar pra casa. Vou deixar tudo pago, pra que você possa ficar aqui o tempo que precisar. Me perdoe. – Ela não conseguiu falar nada. Ele lhe deu um beijo na testa, e saiu.



----------------------------------------------



Zachary chegou em casa na tarde seguinte. Chovia, haviam raios, trovões. Mas ele estava feliz. Estava voltando pra Vanessa. Os problemas haviam acabado. Ele entrou na mansão pingando água, mas não se importou. Foi direto procurar a mulher. Mas ao chegar no quarto do casal, não havia ninguém, só o frio.


Comparações são facilmente feitas,
Uma vez que você prova a perfeição ♫



Estranho. Vanessa costumava deixar Rosalie na cama, quando fazia frio desse jeito. Ele resolveu se secar, e depois ir atrás dela. Ele abriu o enorme guarda-roupas, em busca de uma toalha seca. Pegou ela, e secou o rosto. Quando ia fechar a porta, olhou pro vazio onde ficavam as coisas de Rosalie. Não havia nada ali.



Como uma maçã pendurada em uma árvore
Eu peguei a mais suculenta
E eu ainda tenho a semente ♫



Zachary não sabia porque, mas seu peito deu um salto doloroso ao ver que as roupas da menina não estavam ali. Ele abriu as gavetas da filha, mas não havia nada. Nem uma fralda, nem um vestido, nada.


As mãos dele estavam meio trêmulas quando ele abriu a porta onde ficavam as roupas de Vanessa. Lá tinha só um pouco mais da metade.


Você disse `siga em frente`
Para onde vou?
Eu acho que o segundo melhor
É tudo que eu vou conhecer. ♫



Zachary se afastou do guarda-roupas, com o rosto em choque. Ele ia atrás de Christopher, quando olhou o berço da filha. Havia um envelope branco lá.




Zachary: Nessa, não. – Murmurou, ao pegar o envelope, e ver seu nome com a escrita de Vanessa nele. Já sabia o que era. Seu coração sabia.


Porque quando eu estou com ele
Eu estou pensando em você
Pensando em você ♫




Zachary, começava a carta.



" Estou deixando você livre. Nós dois sabemos que nosso casamento não tem mais futuro, não dava pra continuar do jeito que estava. Eu estou indo embora, agora. Fiz o que pude, mas não deu certo. Eu tentei segurar isso, mas dói demais. Tentei perdoar, mas não foi o suficiente pra deixar as coisas bem. Por favor, por favor, por tudo o que nós já vivemos, não venha atrás de mim. Não prolongue mais isso. Agora você pode assumir a Capitu, podem ser felizes, sem o empecilho que eu me tornei. "



A dor de Zachary era tão grande, que chegava a sufocá-lo. Seus olhos ardiam. Até a hora que algo liquido escorreu de lá. Ele fez uma careta, e tocou o rosto, olhando a mão em seguida. Estava chorando.


O que eu faria se você fosse o tal
Que estava passando a noite
Ah, eu queria que eu
Estivesse olhando nos seus olhos ♫




Zachary: Nessa. – Chamou, de novo, criando coragem pra ler o final da carta.

" Me perdoe por Rosalie. É cruel tirar ela de você, eu sei que é. Mas deixá-la ai e fugir, estava fora de cogitação. Eu sei que você vai ter outros filhos, e então ela não fará mais tanta falta. Me perdoe por ser covarde, por não agüentar. Vou sentir sua falta, mas é melhor assim. Me perdoe por tudo. 
Eu amo você. Ainda amo você.


Vanessa. "



Você é como um verão indiano
No meio do inverno
Como um doce duro
Com uma surpresa no meio ♫




A letra de Vanessa ficou trêmula a partir da hora em que ela escreveu que sentiria a falta dele. Zachary baixou a carta, olhando pra frente, com o rosto distorcido de dor, enquanto suas lágrimas caiam livremente. Ela foi embora, era o que uma voz fazia questão de lhe dizer, a cada segundo. “Parabéns, você a perdeu.” O olhar de Zachary ficou parado na ultima frase dela. Eu amo você. Minutos depois ele olhou pro papel, e abaixo havia uma frase.



Como eu vou ficar melhor?
Uma vez que eu provei do melhor? ♫




" P.S.: Não culpe Ashley, ou Christopher. Eu disse a eles que ia passar uns dias na casa de meu pai, enquanto você estava fora. Edward não sabe de nada. Ele saberia que era mentira."



Você disse que há toneladas de peixes na água
Então eu vou provar das águas ♫




Zachary foi até o berço da filha, e o observou por um instante. Depois pegou o cobertorzinho dela e aspirou o cheiro, aquele perfume leve, inocente. As lágrimas vazavam dele involuntariamente. Era a segunda vez que isso acontecia. De manhã, ele tinha a mulher de sua vida, e sua filha. A noite, ele não tinha nada. Mas dessa vez ele não ia se curvar e chorar por ela.

Iria fazer algo por sua família.


Rafa flor ele deixou a Capitu finalmente 🎉🎉 mas infelizmente foi tarde demais a nessa partiu 😭😭😭, bjs 😘😘❤

Gabi flor s Zac largou a capiranha e s nessa foi embora com a rose é o Zac vai sentir na pele o q e sofrimento 😢😢 bjs 😘😘❤

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cap 094 - Viagem

Zachary: Que tal uma viajem? – Perguntou, pensativo, uma tarde.

Capitu: Uma viajem? – Perguntou, se animando, enquanto se sentava na beira da cama.

Zachary: Alemanha. Londres, talvez. – A morena sorriu abertamente – Só nós dois.

Capitu: Será perfeito. – Ela sorriu, se imaginando na famosa Londres.

Zachary: Na semana que vem. – Concluiu, se levantando. 

Capitu: Mas, já? – Perguntou, confusa.

Zachary: Porque esperar mais? É a escolha certa a se tomar. – Disse, com o pensamento longe, vestindo o terno, e Capitu se perguntou se estava perdendo alguma coisa.



Mas a morena não ligou. Em nome de Deus, Londres! Ela viu Zachary sair, alegando que ia providenciar as passagens, e sorriu. Estava feita de vida.



Vanessa: Uma viajem? – Perguntou, sentindo um vazio doloroso no peito – Como sabe?

Ashley: Christopher me disse. Londres. Duas passagens. – Disse, pesarosa.



Vanessa se sentou na cama, desolada. Agora que pensava que as coisas estavam tomando seu rumo, Zachary fazia uma viajem à dois com Capitu? Ela não merecia. Ashley foi ver Diego, e assim que ficou sozinha a solução veio a cabeça de Vanessa. 



Corbin

Sei que não é o momento certo, pois faz pouco tempo da morte da Monique, mas eu preciso de você. Estou desesperada. Você me disse que era pra escrever se mudasse de idéia. Bom, eu nunca pensei que fosse precisar pedir isso mas... Corbin, venha me buscar. Você sabe que agora tem a Rosalie, mas eu cuido dela. Não posso mais ficar aqui. Não aguento mais. Espero sua resposta ansiosamente.
Amor,

Vanessa.




Vanessa pôs a carta em um envelope, e mandou um empregado envia-la, urgentemente. Não havia jeito. Era chegada a hora de ir embora.



Zachary percebeu que Vanessa estava fria, distante, quando ele voltou. Mas ele sabia porque. E arrumaria isso. Em breve, era só o que ele pensava enquanto a observava ninar a filha. Vanessa estava se arrumando no dia seguinte, quando Zacharylhe surpreendeu.

Vanessa: O que houve? – Perguntou, terminando de pentear o cabelo.

Zachary: Quero que veja algo. – Disse, sorrindo de canto, enquanto carregava uma Rosalie risonha.

Vanessa: O que? – Ela observou o marido se aproximar.

Zachary: Algo. Venha, se ampare em mim. – Ele segurou ela pela cintura, levando todo o peso de seu corpo, e a levou pra fora.



O coração de Vanessa estava descompassado. Ter Zachary tão perto, e ao mesmo tempo tão perto de perde-lo para sempre, não era nada saudável. Ao chegar no andar debaixo, ele pôs ela no chão e tapou-lhe os olhos, guiando-a pra fora. Vanessa ficou na mais completa escuridão, enquanto mancava na direção que ele indicava. Rosalie resmungava, alegremente, no colo do pai. Mas em um instante ela parou, e reinou o silêncio. Estava mais frio que o normal, observou Vanessa.



Zachary: Surpresa. – Murmurou, destapando-lhe os olhos.



Vanessa abriu os olhos, e olhou. Zachary lhe levou à escadaria da mansão. Entretanto, tudo ali estava coberto por algo branco. Era...neve. Vanessa mancou umas duas vezes, observando o lugar. Era como nos seus sonhos de criança. Rosalie deu um gritinho, empolgada.



Vanessa: É perfeito. – Murmurou, erguendo a mão, e pegando um floco de neve, dentre os que caiam.



Zachary ajudou Vanessa a descer as escadas, até a neve. Rosalie quase saltitava no colo do pai. Chegando na neve fofa, ele pôs a menina sentada no chão. Ela pegou um bolinho de neve, alvinho, observando-o, curiosa.



Zachary: Rose, não pôe na boca. – Repreendeu, quando a menina mordeu o bolinho de neve. Mas era tarde, agora ela ria, com a boquinha toda branca.

Vanessa: Deixa ela, é só gelo. – Disse, observando a filha.

Suri: É neve. – Constatou aparecendo da porta.



Em um instante toda a família Efron estava do lado de fora de casa. Suri, Théo e Diego corriam pela neve, com exceção a Diego, que havia aprendido a andar tinha pouco tempo, então tentava correr, caindo diversas vezes. Ashley estava abraçada a Christopher, e desenhava algo na neve com a ponta da bota. O silêncio reinou até que uma bela bola de neve, jogada por Zachary, atingiu a nuca de Edward, iniciando uma guerra.



Edward: O que...? – Ele passou a mão na nuca, tirando o gelo, e depois se virou. Zachary não ria, mas o branco impecável de seu rosto estava vermelho, por prender a louca vontade de rir.

Ashley: Ah, não. – Murmurou, se afastando, quando Christopher encheu a mão de neve. Mas enquanto ela recuava, algo acertou seu rosto em cheio. – VANESSA ANNE! – Gritou, tirando o gelo do rosto, olhando Vanessa, que se dobrava de rir.



E logo várias bolinhas de gelo voavam pelo jardim principal da mansão. Edward, Christopher e Zachary finalmente pareciam três irmãos, guerreando com gelo. A brincadeira foi até que Vanessa tropeçou com o gesso e caiu no chão. Zachary levou várias boladas até chegar nela, mas ela estava bem.



Vanessa: Rose, vem com a mamãe. – Ela estendeu os braços, mas a menina, na tentativa de engatinhar, caiu de boca no gelo. Vanessa rapidamente a ergueu. Rosalie tossia, e fazia uma caretinha fofa. Vanessa limpou o rosto da menina, que logo voltou a sair.



Vanessa começou a montar um bonequinho de gelo com Rosalie. A menina adorou. O boneco estava quase pronto, quando um empregado se aproximou de Vanessa.



XXXX: Senhora, telegrama. – Vanessa pegou a carta e agradeceu, sem perceber que Zachary a observava, de longe.



Vanessa abriu o envelope, e leu a resposta do irmão. Ela já sabia. Ele estava vindo lhe buscar. A ela e a Rosalie. Ela abaixou o papel, olhando a filha, que estava distraída com o boneco de leve. Era até cruel tirar Rosalie de perto do pai, de tanto que ela era apegada a ele. Mas não iria deixa-la, não conseguiria. Ela olhou pra baixo por um momento, e quando ergueu o rosto, encontrou o olhar de Zachary a observando, de longe.


Zachary: O que houve? – Perguntou, ao se aproximar dela.

Vanessa: Nada. Eu vou levar a Rosalie pra dentro, está frio aqui fora, vai terminar lhe fazendo mal. – Ela terminou de se levantar, sem encara-lo – Vem, Rose. – Chamou a filha, que se abraçou ao boneco.

Zachary: Aconteceu alguma coisa? – Perguntou, após tocar o queixo dela, fazendo-a encara-lo. Seu olhar era vazio. – De quem era o telegrama?

Vanessa: Corbin. – Respondeu, sem emoção. – Vamos, Rosalie. – Ela carregou a menina, e Zachary viu ela se afastar, mancando. Rose deu tchauzinho pro pai e pro boneco, antes de desaparecer pela porta principal da mansão.


Rafa flor estamos chegando ai mtas emocoes pra vcs e so isso q posso dizer. Espero q goste bjs 

gabi flor e a familia efron ne sempre perfeita kkkk oremos pro zac criar juuizo ne, mas sinto q vcs vao gostar dos caps q estao vindo bjs 

sábado, 22 de abril de 2017

Cap 093 - Engessada

Enquanto ele entrava, Vanessa vinha andando pelo corredor do segundo andar. Quando ela ia descer o primeiro degrau, o salto de sua bota quebrou, e ela caiu, rolando escada abaixo, sob os olhos do marido, que olhou a cena, desesperado.

Zachary praticamente voou até o corpo de Vanessa, nos pés da escada. Mas quando ele se abaixou, trêmulo, ao lado da mulher, percebeu que ela ria.



Zachary: Nessa? – Chamou, trêmulo. Mas Vanessa virou o rosto pra cima, revelando seu sorriso, e rindo do tombo que levara. Ele se sentou ao lado dela e suspirou, aliviado – Maldição, Vanessa, quase me matou. – Acusou, passando a mão no rosto.

Vanessa: Minha perna está doendo. – Conseguiu dizer, entre o riso. Ele riu dela.

Zachary: Está rindo de si mesma? – Perguntou, incrédulo, mas ria.

Vanessa: Você viu o tombo que eu tomei? – Perguntou, rindo. Os dois pareciam a imagem de um quadro. Ela, pálida como a morte, usando um vestido negro, deitada de qualquer jeito nos pés da escada. Ele, com suas feições perfeitas, com um rosto entre alivio e aflição. – Minha perna realmente está doendo. – Disse, fazendo uma careta, enquanto tentava parar de rir.

Zachary: Que? – Perguntou, sorrindo dela.

Vanessa: Minha perna. – Ela disse, se sentando e segurando a perna esquerda. Ele observou a loura – Minha cabeça. – Ela fez uma careta, sentindo a cabeça latejar – Minha perna! – Disse de novo. O ponto perto do calcanhar doía barbaramente. – AAAAAAAAAAAAAAAI! – Ela se deitou de novo. Mas como não olhou pra trás, bateu a cabeça no primeiro degrau da escada, causando barulho no assoalho de madeira – Eu vou morrer. – Murmurou, pondo a mão na testa, e prendendo o riso. Zachary riu e foi ver a perna dela. Vanessa era louca, só podia.

Zachary: Vem aqui. – E ele foi pra carregar ela, que se esquivou, olhando as mãos dele, apreensiva – Nessa, vamos lá. Prefere ficar com dor?



Vanessa avaliou. As mãos dele tinham tocado em Capitu, e isso era desprezível. Mas sua perna estava doendo barbaramente, então, com um suspiro derrotado, ela se deixou carregar. Seu coração entrou em festa enquanto ele subia as escadas. Ela estava nos braços dele, novamente. Não no sentido certo, mas ainda assim nos braços dele.



Zachary: Você torceu o tornozelo – Avisou, após levantar o vestido dela até o joelho e tirar-lhe a bota. 

Vanessa: Eu mereço. – Suspirou.

Zachary: Vou chamar um médico. – Vanessa assentiu, e ele saiu.



Zachary mandou um empregado ir a cidade, chamar o médico. Vanessa ganharia uma bela bota de gesso, de presente.



Vanessa: Zachary. – Chamou, quando ele entrou no quarto. Ele virou-se automaticamente. – Posso pedir uma coisa?

Zachary: Pode. O que houve?

Vanessa: Eu quero um banho antes de me engessarem.  – Zachary riu



Ele pôs um banco alto pra ela debaixo do chuveiro, e lhe ajudou a tirar o vestido. Em seguida carregou-a e a deixou sentada debaixo d’agua, só com a roupa debaixo, e com as coisas que precisaria pro banho, saindo em seguida. Vanessa tirou a roupa debaixo, tomou seu banho tranquilamente, se secou e vestiu roupas de baixo novas. Não colocou espartilho, usou um dos tops que usava quando grávida, já que não podia amarrar. Também, não ia usar vestidos por agora, que sentido havia em usar o espartilho? Ela voltou pro quarto se amparando na parede e usando somente o pé normal. Zachary estava fazendo carinho em uma Rosalie que dormia no berço. Vanessa teve a impressão de que ele perdeu o fio do que ia dizer quando viu ela daquele jeito, com aquele nada de roupa. Mas logo passou, e ele foi ajudá-la. Lhe vestiu uma camisola aquecida, de algodão. O dia estava frio. Em seguida deitou ela na cama novamente. Disse que ia tomar um banho também, já que a estrada pra casa era poeirenta. Vanessa ficou sentindo a perna latejar dolorosamente, até que ele voltou pro quarto, com uma calça abrigo e uma camisa branca, solta.

Logo o médico chegou. Foi pior do que Vanessa imaginava. Ele engessou desde o pé até perto do joelho. Zachary riu da careta que ela fez quando o médico disse “pronto”, e lhe deixou com aquilo lá.



Zachary: Não é tão ruim. Pelo menos parou de doer. – Argumentou, mais ou menos deitado ao lado dela.

Vanessa: Aham. Eu só devo ter ganhado uns 5 quilos a mais nessa perna. – Reclamou, emburrada.


Zachary: Logo você tira, e vai poder cair de novo. – Tranqüilizou, e em seguida riu.

Vanessa: Muito engraçado, de verdade. – Retrucou, cruzando os braços.



Zachary riu, e ela fez um bico enorme. Se sentia presa com aquilo na perna. Até que o olhar dos dois se encontraram, e o riso de Zachary foi morrendo aos poucos. Vanessa encarou o marido por um tempo, com o coração aos saltos. Era tão doloroso tê-lo tão perto, e ao mesmo tempo tão longe. Seu olhar, involuntariamente, pousou-se nos lábios dele. Tanta saudade. Zachary tocou a maçã do rosto dela, e após se aproximar, beijou-a calmamente. Dessa vez Rosalie não chorou. Talvez sentisse o amor oprimido que vinha dali. Vanessa pôs uma mão no pescoço dele, de leve, e se deixou ser beijada. O corpo de Vanessa ardia pelo toque dele. Cada pedaço, cada centímetro de pele. Após minutos aos beijos, ela, instintivamente, pôs-se lentamente a ir pra cima dele, que por sua vez se ajeitou no travesseiro e a ajudou. Isso até o enorme gesso na perna dela atrapalhar o movimento, estragando o clima. Vanessa voltou ao seu lugar, e Zachary se endireitou, frustrado.



Zachary: A escolha certa. Eu sei. – Disse, vendo o olhar dela.

Vanessa: Não se pode ter tudo o que se quer. – Disse, sorrindo de canto.



Nessa hora, Rosalie deu um gritinho no berço, alertando aos pais de que ela tinha acordado, e que não estava disposta a ficar no berço. Zachary riu e se levantou. Vanessa observou o marido carregar a filha amorosamente, dando-lhe um beijo apertado em seguida. A menina riu.


Vanessa: Vem com a mamãe. – Chamou, erguendo os braços. Rosalie riu e enterrou o rosto no ombro do pai, que estava de pé do lado de Vanessa, fazendo manha – Rose, vem com a mamãe! – Chamou, sorrindo. Rosalie continuou encolhida, e Zachary riu – Ah, pobre de mim. Até o meu bebê me abandonou. – Ela fez um bico engraçado e pôs as mãos no rosto, fingindo chorar. Rosalie observou a mãe, atenta.


Zachary: Fez ela chorar. – Avisou a menina, quando ela o encarou. Rose resmungou alguma coisa, com os olhinhos azuis confusos. – Fez sim, olha lá. – Ele apontou pra Vanessa, que continuou fingindo que chorava.



Rosalie se enclinou, estendendo as mãozinhas pra Vanessa. Como a mãe estava com as mãos no rosto e não viu, ela deu um gritinho. Vanessa ergueu o rosto e viu a filha se esgoelando pra ir pro seu colo. Zachary ria. Vanessa riu e carregou a filha, enchendo-a de beijinhos estralados. Rosalie riu. Vistos de longe, os três eram uma família. Uma família feliz.

E foi assim que o tempo foi passando. Vanessa e Zachary se davam bem, mas ela não deixava ele tocar nela. Vanessa não andava muito pela mansão, agora que tinha o pé engessado.


Gabi flor sdds 😍, bom e o w todas nós queremos né q ele largue a capiranha, bjs 😘😘❤

Rafa flor bem feito né ngm mandou ela ir mexer com o bem mais precioso do Zac, rezemos pra q ele abra os olhos e escolha a nessa ne, bjs 😘😘❤

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cap 092 - Zachary e a pequena Rosalie

Meninas primeiramente desculpa deixar vcs esperando por tanto tempo. Tô tão cansada q vcs nem imaginam, mas estou aqui pra deixar esse capítulo super fofo em forma de desculpas amo vcs bjs 😘😘❤❤



Zachary: Cadê o meu bebê? – Ele tapou os olhos, e Rosalie sorriu, observando o pai – Onde está? – A menina ficou quietinha – Hum... Achei! – Ele abraçou a menina pela barriga, puxando-a pra si. Rosalie riu gostosamente.



Vanessa estava passando no corredor, quando ouviu Zachary perguntar onde estava o bebê. Ela parou na porta entreaberta e observou o marido e a filha. Rosalie estava deitada de costas no meio da cama, e Zachary deitado de lado, ao lado dela, com os primeiros botões do colete aberto e sem terno, com uma pequena boneca de pano na mão.



Zachary: Cadê o papai? – Continuou brincando, e a menina riu, sacudindo o bracinho – Diz Rose, cadê o papai? – Rosalie, sorrindo, tocou o rosto dela. Não é preciso dizer que Zachary se derreteu com isso. – E a mamãe? – A menina riu de novo. Cada riso de Rosalie fazia o coração de Zachary se desmontar. – Vamos começar de novo. Se acertar, ganha a boneca. – A menina bateu palminhas – Cadê o papai? – Rosalie sorriu, e tocou ele de novo – Isso. E a mamãe? – A menina, rindo, balançou a mãozinha pra porta.



Vanessa ergueu a sobrancelhas. Zachary virou o rosto e flagrou ela lá, parada. Vanessa sorriu, e mandou um beijinho pra filha, que riu. Ela encarou o marido por um segundo, e, ainda sorrindo, saiu, fechando a porta. Zachary sorriu e voltou a brincar com a filha.





Zachary: Tenho que ir. – Disse após olhar as horas, se levantando e pegando a camisa num canto.


Capitu: Mas já? Não é muito cedo?

Zachary: Prometi a Rosalie que voltaria cedo hoje, para ficar com ela. Se não estiver muito frio, vou leva-la pra ver os cavalos. – Comentou, enquanto colocava a camisa por dentro da calça.

Capitu: Prometeu a um bebê? – Perguntou, se sentando na cama.

Zachary: É minha filha. – Disse de modo óbvio.

Capitu: Ela não vai morrer se você não cumprir a promessa. – Respondeu do mesmo modo.

Zachary: Confiança deve ser plantada desde o inicio. – Ele vestiu o colete, começando a abotoa-lo. – Se eu minto pra ela desde agora, por suposto que ela nunca vai acreditar em mim. 

Capitu: Zachary, não seja ridículo! – Disse irritada

Zachary: Não estou sendo. – Disse, calmo, enquanto abotoava o ultimo botão do colete. 

Capitu: Então vai deixar-me aqui, sozinha, pra ir ficar com a bastarda? – Rosnou, enfurecida.



A próxima coisa que Capitu sentiu foi uma dor forte no braço. Seu corpo foi puxado, fazendo ela se levantar. A morena se embolou no vestido que usava e caiu de joelhos na cama.



Capitu: Zachary! – Chamou, incrédula.

Zachary: Nunca mais chame a minha filha de bastarda! Está me entendendo? – A morena assentiu, assustada, e ele a largou com força na cama, saindo do quarto e batendo a porta.



Zachary foi no escritório antes de ir pra casa, para avisar a Christopher para não espera-lo. Christopher percebeu a irritação do irmão.



Christopher: Aconteceu algo?

Zachary: Capitu. A cada dia que passa está mais difícil. Ela não entende que Rosalie é minha filha, que eu amo ela, e que eu vou dar atenção a ela. – Suspirou, irritado

Christopher: Diga isso a ela. – Sugeriu, observando o irmão.

Zachary: Já disse. Umas 50 vezes. Mas ela não entende, de jeito nenhum. – Ele passou a mão no cabelo – Tem vezes que é insuportável.

Christopher: Seria melhor que ela tivesse continuado morta, não é? – Perguntou, esperando a patada que receberia de volta. Mas Zachary não disse nada. Parecia pensar no que Christopher disse.



Zachary voltou pra casa pensando no que o irmão lhe falou. Se Capitu tivesse continuado morta. Rosalie não teria sido concebida por um estupro. Vanessa não teria ido pra cama com Edward. Rose teria nascido banhada pelo amor dos pais. Não que ela não fosse amada pelos dois, mas os dois não conviviam em harmonia, entre si. Ele estava pensando nisso quando chegou em casa.